Brasília (DF) – O próximo domingo será marcado por uma força-tarefa no setor elétrico nacional. Agentes de todo o país, entre geradoras, transmissoras e distribuidoras, receberam orientações estritas para blindar o fornecimento de energia durante o pleito. A medida, definida pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), visa garantir a estabilidade necessária para a votação e o processo de apuração dos resultados para deputados, governadores, senadores e presidente da República.
O protocolo estabelecido pelo órgão regulador proíbe intervenções que não sejam de caráter emergencial nas instalações durante o período eleitoral. Além disso, as concessionárias foram instruídas a priorizar o atendimento técnico aos locais de votação, Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) e ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em Brasília. Qualquer falha técnica ocorrida no dia estará sob escrutínio da fiscalização da agência.
Para cumprir a determinação, empresas responsáveis pela distribuição realizaram inspeções antecipadas em zonas eleitorais e intensificaram as manutenções preventivas. A Associação Brasileira de Distribuidoras de Energia Elétrica (Abradee) classificou a mobilização como uma operação de proporções gigantescas. A estratégia inclui a ampliação significativa do número de equipes em regime de plantão, prontas para responder rapidamente a qualquer oscilação ou interrupção que possa comprometer o acesso dos eleitores às urnas.
Cada concessionária adotou medidas específicas dentro de suas áreas de atuação. A Neoenergia, que atua em estados como Rio Grande do Norte, Mato Grosso do Sul, São Paulo, Pernambuco, Bahia e Distrito Federal, detalhou que a preparação incluiu 133 mil quilômetros de rede revisados e quase 910 mil podas de vegetação. Já a Enel, presente no Rio de Janeiro, São Paulo e Ceará, optou pelo posicionamento estratégico de geradores de reserva em pontos críticos para evitar panes no sistema.
Em uma escala ainda maior, a Energisa, que gerencia 11 distribuidoras em regiões que abrangem desde Minas Gerais até o Acre e Rondônia, anunciou o monitoramento direto de mais de 9,3 mil locais de votação. A empresa manterá canais de comunicação ininterruptos com as autoridades eleitorais durante todo o dia. Por sua vez, a Equatorial, com operações em sete estados, incluindo Pará, Alagoas e Rio Grande do Sul, integra às suas estratégias o monitoramento constante das condições meteorológicas, mobilizando tanto pessoal próprio quanto equipes terceirizadas para garantir a cobertura.
A atenção redobrada não se encerra com o fechamento das urnas neste domingo. Caso haja necessidade de um segundo turno, agendado para o dia 25 de outubro, as empresas deverão manter o mesmo rigor operacional. A segunda etapa do processo ocorrerá se nenhum candidato aos cargos de governador ou presidente atingir a marca de 50% dos votos válidos, desconsiderando brancos e nulos. Até lá, o setor elétrico permanece sob vigilância para que o fluxo de energia não se torne um entrave ao exercício democrático.











