Iúna (ES) – O Poder Judiciário fluminense formalizou a abertura de uma ação penal contra cinco homens envolvidos no assassinato do ciclista Claudio Rafael Landeiro Moreira. O crime ocorreu em Copacabana, na zona sul do Rio de Janeiro, e agora Davi Santos Machado, Jorge Luiz Ricardo Dias, Felipe Eduardo dos Santos Silva, Ailton José da Silva e Wellington Luiz Santos de Souza passam oficialmente ao status de réus.
A decisão atende aos termos da denúncia apresentada pelo Ministério Público estadual. Conforme as investigações, os envolvidos responderão por homicídio qualificado. O magistrado fundamentou a aceitação da denúncia em um conjunto robusto de provas, que abrange desde depoimentos coletados ao longo do inquérito e laudos periciais até registros gravados por câmeras de segurança, que documentaram as agressões físicas que levaram a vítima a óbito.
O episódio de violência extrema teve início no dia 12 de agosto. Na ocasião, o ciclista foi cercado e brutalmente espancado sob a justificativa de que teria furtado uma bicicleta. A acusação, no entanto, era inteiramente infundada, já que o equipamento pertencia à própria irmã da vítima.
Para garantir a continuidade do processo e assegurar a aplicação da lei, o juízo responsável pelo caso decretou a prisão preventiva dos cinco denunciados. Até o momento, quatro deles já se encontravam sob custódia das autoridades. O quinto integrante do grupo, Wellington Luiz Santos de Souza, permanece em paradeiro incerto.
A fuga do suspeito para o Paraguai, ocorrida ainda no mês de agosto, motivou medidas judiciais de abrangência internacional. Foi determinada a inclusão do nome de Wellington na Difusão Vermelha da Interpol. A medida visa facilitar sua localização e captura em solo estrangeiro, etapa fundamental para viabilizar o pedido de extradição que trará o acusado de volta ao Brasil, onde deverá enfrentar o julgamento pelos crimes cometidos.












