Rio de Janeiro (RJ) – O cenário do esporte praticado por mulheres no país passou por uma ampla rodada de discussões com a realização da primeira edição do Women’s International Football Summit (Wifs), sediado no Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro. Realizado entre segunda (15) e terça-feira (16), o encontro reuniu atletas, federações, patrocinadores, lideranças de clubes e especialistas para traçar estratégias de expansão e visibilidade para a modalidade, que terá o Brasil como sede da Copa do Mundo em 2027.
A conferência, promovida pela plataforma global de negócios Confut com apoio institucional da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), colocou em foco os desafios de mercado e as transformações na cobertura midiática. A TV Brasil, emissora pública vinculada à EBC, exibe atualmente partidas do Campeonato Brasileiro da modalidade, as fases decisivas das Séries A2 e A3, além das finais nacionais das categorias sub-17 e sub-20.
Na tarde de terça-feira, o painel focado nas novas linguagens e formatos da cobertura esportiva teve mediação da diretora-presidente da EBC, Antonia Pellegrino. O debate tratou de iniciativas que expandem a pauta para além das quatro linhas, a exemplo do Prêmio TV Brasil Petrobras Para Elas — focado no reconhecimento de ações de enfrentamento ao feminicídio promovidas pelas agremiações —, além da eleição da Craque da Torcida, que já computou mais de 22 mil votos.
A mesa de debates contou com a participação da jornalista, historiadora e comentarista esportiva Rachel Motta, da fundadora do Donas FC, Suleima Sena, da fotojornalista esportiva Lívia Villas Boas e da diretora-executiva da fundação global NO MORE, entidade dedicada ao enfrentamento da violência doméstica e sexual. Para Rachel, a reunião de profissionais que atuam tanto nos bastidores quanto na gestão dos clubes fortalece a circulação de conhecimento e posiciona a comunicação pública como polo difusor da categoria.
A programação já havia contemplado, na segunda-feira, a discussão geracional da modalidade. A apresentadora Marília Arrigoni integrou a mesa mediada por Marion Kaplan, presidente da Bancada Feminina do Flamengo, com participação de Renata Armiliato, gerente de futebol feminino do Internacional. Marília pontuou que o Rio de Janeiro demandava um fórum dedicado a reunir quem atua diretamente na crônica esportiva e no planejamento executivo das equipes.
Com produções contínuas na grade aberta e no ambiente digital, como o Stadium e o semanal Copa Delas, a emissora pública se consolidou como o canal aberto com maior volume de transmissões de futebol feminino no mundo. A aposta na regularidade das transmissões antecede a definição do país como sede do próximo Mundial e reforça o processo de maturação do esporte no território nacional.








