Rio de Janeiro (RJ) – O imbróglio jurídico que cerca o comando da SAF do Vasco ganhou um novo capítulo. A Justiça do Rio de Janeiro confirmou a continuidade da intervenção judicial no braço empresarial do clube e oficializou o nome do advogado Athos de Andrade Figueira Neves para assumir o cargo de interventor.
A magistrada Simone Gastesi Chevrand, da 6ª Vara Empresarial da Capital, indeferiu o pedido de reconsideração protocolado pelo Club de Regatas Vasco da Gama. Com a determinação, Pedro Paulo de Oliveira, o Pedrinho, permanece afastado da presidência da SAF. A medida preenche a vacância deixada pela interventora anterior, que deixou a função sob a justificativa de não encontrar condições de segurança pessoal para desempenhar suas atividades.
Além da substituição na cúpula administrativa, a decisão sustenta o afastamento cautelar de três integrantes do Conselho de Administração. A juíza também resolveu o impasse sobre a jurisdição do caso: ao reafirmar a competência da Justiça Estadual para fiscalizar o processo de recuperação judicial, o tribunal afastou a tese de que o litígio deveria ser resolvido obrigatoriamente por meio de um Tribunal Arbitral.
Qual seria o horizonte para a gestão? Segundo o texto da sentença, o interventor tem metas claras. Sua atuação deve ser orientada para devolver o comando aos dirigentes eleitos pelo clube ou, caso seja necessário, tomar as providências formais para a convocação de uma nova assembleia deliberativa que defina a futura administração.
Apesar da intervenção, a venda das ações da SAF a possíveis novos investidores segue como uma alternativa legítima e sem entraves jurídicos. Na visão da magistrada, a presença de gestores isentos e o compromisso com a transparência processual são fatores que conferem maior segurança ao mercado. A estratégia visa não apenas atrair capital, mas também assegurar que o projeto de recuperação judicial mantenha sua viabilidade econômica a longo prazo.









