Damasco, Síria – O governo iraniano enviou uma notificação direta a Washington e Tel Aviv: qualquer investida militar contra o país durante as cerimônias fúnebres de Ali Khamenei será considerada uma violação grave. O líder supremo, que perdeu a vida em um bombardeio conduzido pelos Estados Unidos no final de janeiro, terá suas homenagens oficiais realizadas entre os dias 4 e 9 de julho. O evento, que mobiliza a estrutura de segurança estatal, aguardou quatro meses para ser calendarizado justamente pelo temor de represálias e instabilidade interna.
Espera-se uma multidão nas ruas. Além de milhares de cidadãos, a presença de dignitários e autoridades de alto escalão coloca o evento sob uma lente de aumento diplomática. O adiamento prolongado da cerimônia reflete o clima de cautela permanente que domina a política iraniana após a morte de sua figura central.
Ataque em Damasco
Enquanto a tensão escala na região, a capital síria registrou na última segunda-feira um atentado com explosivos. Uma bomba detonada em um estabelecimento comercial no centro de Damasco, nas imediações do Palácio da Justiça, deixou cinco mortos e 16 feridos. A autoria do atentado permanece um mistério e nenhum grupo reivindicou o ato até o momento. Desde que o regime de Bashar al-Assad colapsou em 2024, a cidade se tornou um cenário recorrente de instabilidade e ataques fragmentados.
Excomunhão no Vaticano
O Vaticano oficializou, nesta quarta-feira (2), a excomunhão dos sacerdotes da Fraternidade Sacerdotal São Pio X. Sediado na Suíça, o grupo dissidente enfrenta agora o isolamento sacramental. A punição foi motivada pela ordenação de bispos realizada à revelia da autoridade papal. A Fraternidade mantém uma postura conservadora, resistindo às reformas litúrgicas da década de 1960 e preservando ritos medievais, como o uso do latim e a posição do celebrante de costas para a assembleia.
Japão contra a ameaça dos ursos
No outro lado do globo, o Japão recorre à tecnologia para conter uma crise de segurança pública inusitada. Mais de 800 câmeras de monitoramento serão instaladas em cadeias montanhosas para vigiar o deslocamento de ursos. A medida é uma resposta direta ao salto nos índices de ataques contra seres humanos nas províncias do norte.
Os números preocupam: em 2025, o país contabilizou 13 mortes causadas pelos animais. Apenas desde abril, outras cinco pessoas perderam a vida. O fenômeno é explicado pela escassez de alimento nas florestas e pelo declínio no número de caçadores nas áreas rurais, o que permitiu que as populações de ursos crescessem e se aproximassem perigosamente das zonas habitadas.







