Vitória (ES) – O ritmo de crescimento que a Embraer vinha desenhando nos últimos meses se consolidou no segundo trimestre de 2026. Com a entrega de 65 aeronaves, a companhia registrou o seu desempenho mais robusto para o período desde 2010. O volume representa uma expansão de 7% em comparação aos números contabilizados exatamente um ano atrás.
Ao analisar o primeiro semestre como um todo, o salto torna-se ainda mais evidente. Foram 109 aviões entregues até agora, um avanço significativo sobre as 91 unidades registradas na primeira metade de 2025. Na prática, isso significa um crescimento de 20% no semestre, indicando uma aceleração clara na cadência das linhas de montagem.
Dois pilares sustentaram esse balanço positivo: a aviação comercial e a aviação executiva. O primeiro segmento foi responsável por 20 jatos, enquanto o mercado de aviação executiva entregou 45 aeronaves. A combinação de ambos demonstra uma demanda aquecida e, segundo a companhia, uma eficiência operacional que segue em patamares estáveis.
Apesar do balanço favorável nas contas gerais, o setor de segurança e defesa passou pelo período sem registrar movimentações de entrega. O calendário para este segmento específico segue um ritmo distinto das demais divisões, que continuam sendo os motores principais do faturamento.
O otimismo da empresa em relação ao restante do ano permanece inalterado. A meta estabelecida prevê a entrega de 80 a 85 unidades para a aviação comercial e entre 160 e 170 para a aviação executiva ao longo de 2026. Caso a projeção se concretize, o acumulado do ano representará uma alta de 6% no total de aeronaves entregues pela fabricante brasileira.
O mercado reagiu ao anúncio com otimismo. Logo após a divulgação dos dados, as ações da companhia registraram valorização de cerca de 2% na NYSE, a bolsa de Nova York. No pregão da B3, em São Paulo, o movimento seguiu a mesma tendência, com as ações operando em alta de 1,5%.
A trajetória de 2026 indica que os desafios logísticos e de demanda, que historicamente pressionam a cadeia de suprimentos aeroespacial, estão sendo contornados. Com o fluxo de entregas atual, a Embraer tenta consolidar sua posição em um cenário global onde a busca por renovação de frotas e aeronaves executivas de médio e pequeno porte não dá sinais de arrefecimento.











