Cidade do México, México – A inédita Copa do Mundo compartilhada por três nações alcançou sua primeira grande marca histórica antes mesmo das fases decisivas. Estados Unidos, México e Canadá superaram as expectativas locais, driblaram a desconfiança e garantiram a classificação para as oitavas de final. Diferente de campeões históricos que venceram o torneio em seus domínios, como Uruguai, Itália, Inglaterra, Alemanha, Argentina e França, os atuais anfitriões não entraram como favoritos, mas souberam transformar o ambiente em combustível para avançar.
Desafio canadense em solo neutro
O Canadá, país onde o hóquei no gelo domina as atenções, viu as arquibancadas de Toronto e Vancouver pulsarem com o futebol. O técnico norte-americano Jesse Marsch comanda um grupo que alcançou as primeiras vitórias de sua história em Mundiais nesta edição, após três participações. Com duas vitórias, um empate e uma derrota, a equipe conta com a segurança dos defensores Bombito e Cornelius e o faro de gol de Jonathan David, que já balançou as redes três vezes, ao lado de Promise David.
Por ter ficado na segunda colocação do Grupo B, o time perdeu a vantagem de jogar em seu território no mata-mata. A vitória sobre a África do Sul, com gol de Stephen Eustaquio, ocorreu em Los Angeles. Agora, o Canadá viaja até Houston para encarar o Marrocos no sábado, 4 de julho, às 14h (horário de Brasília). O confronto evoca a lembrança de 2022, no Qatar, quando os marroquinos venceram por 2 a 1, mas hoje as formações chegam modificadas.
A consistência mexicana no Azteca
O México vive um momento de euforia coletiva. Sob o comando de Javier Aguirre, a seleção ostenta uma campanha perfeita: quatro vitórias, oito gols marcados e nenhum sofrido. A festa nas ruas da capital abafou os protestos sociais planejados para o período do torneio. O grande destaque da campanha é o atacante Quiñones, colombiano naturalizado mexicano, autor de três gols.
A equipe, em sua 18ª participação, tenta romper a barreira das quartas de final, fase em que caiu justamente quando foi sede: em 1970, goleada por 4 a 1 para a Itália em Toluca, e em 1986, eliminação nos pênaltis contra a Alemanha em Monterrey. O próximo teste é contra a Inglaterra, no domingo, 5 de julho, às 21h, no Estádio Azteca. O duelo repete o cenário de 1966, quando os ingleses venceram por 2 a 0 em Wembley.
Renovação americana em Seattle
Os Estados Unidos, sob a batuta do técnico argentino Mauricio Pochettino, vêm conquistando um público historicamente frio em relação ao futebol. Com três vitórias e uma derrota, o time se apoia no talento de Pulisic, no lateral Sergiño Dest e no atacante Balogun, que soma três gols.
Os norte-americanos buscam superar o trauma de 1994, quando caíram nas oitavas para o Brasil em casa. Na segunda-feira, 6 de julho, às 21h, a equipe enfrenta a experiente Bélgica de Courtois (34 anos), De Bruyne (35 anos) e Lukaku (33 anos), em Seattle. O histórico registra uma vitória americana em 1930 por 3 a 0 e uma eliminação dolorosa sofrida diante dos belgas em 2014, por 2 a 1, em Salvador, mas os americanos chegam totalmente renovados e mais fortes para este reencontro.








