A OMS projeta novos casos de hantavírus, mas afirma que não há sinais de um surto maior, após tratar todos os casos suspeitos e confirmados com isolamento e acompanhamento médico.
Segundo o chefe da OMS, Tedros, 147 viajantes, de 23 países, permaneceram no navio por semanas. Ele descreveu a situação como “assustadora” e disse que parte dos passageiros foi afetada psicologicamente, por isso defendendo que o tratamento seja feito com dignidade e compaixão. A agência também trabalha com os países para que quem apresente sintomas receba atendimento imediato.
Tedros citou ainda a existência de propostas para manter os passageiros confinados no navio durante todo o período de quarentena. Para a OMS, essa medida seria “desumano e desnecessário”. A orientação, na prática, passa a ser reduzir o risco de transmissão futura sem prolongar um isolamento que, além de não resolver o problema de forma segura, pode ampliar o impacto sobre as pessoas.
No âmbito do Regulamento Internacional de Saúde, a OMS lembra que os países devem evitar que pessoas permaneçam presas no mar quando o risco pode ser administrado com segurança e responsabilidade. Tedros agradeceu a Cabo Verde, que apoiou prontamente a evacuação dos três passageiros sintomáticos, e à Espanha, responsável por gerenciar o desembarque dos demais viajantes. Para acompanhar a situação no local, um especialista da OMS embarcou em Cabo Verde, junto de dois médicos dos Países Baixos ou Holanda e de um especialista do Centro Europeu de Prevenção e Controle de Doenças.
Mesmo com a expectativa de novos casos, a avaliação da OMS segue sendo que o risco para a saúde global é baixo. No fim, a mensagem da agência resume a lógica adotada: “a imunidade mais forte é a solidariedade”. O que fica em aberto agora é como os países vão manter a vigilância e o atendimento rápido, para que eventuais novos casos não se transformem em cadeia de transmissão.








