Cinco detentos conseguiram escapar da Penitenciária Estadual de Alcaçuz, situada em Nísia Floresta, na região metropolitana de Natal, durante este sábado, dia 2. A Secretaria de Estado da Administração Penitenciária do Rio Grande do Norte confirmou a evasão no início da tarde, dando início a uma operação de busca imediata pelas autoridades locais.
Desde as primeiras horas da manhã, as forças de segurança pública do estado foram mobilizadas para realizar diligências e localizar os foragidos. A Secretaria de Segurança Pública informou que as circunstâncias exatas que permitiram a fuga dos internos já estão sob investigação oficial para determinar eventuais falhas ou facilitações no sistema de segurança da unidade.
Quem são os fugitivos
A lista oficial divulgada pelas autoridades aponta os seguintes nomes procurados: Carlos Soares Alves da Silva, Jefferson Cleyton Lima da Silva, Maycon Dias Mora, Pedro Gabriel da Silva e Rodrigo da Silva Nascimento. A Polícia Militar do Rio Grande do Norte solicita o auxílio da população para capturar os indivíduos e reforça que qualquer informação pode ser transmitida de forma sigilosa através do número 190.
Histórico de violência e intervenções
A Penitenciária de Alcaçuz carrega um histórico conturbado no sistema prisional brasileiro. Em 2017, a unidade foi palco de uma rebelião sangrenta motivada pela disputa entre facções criminosas, resultando em 26 mortes, com a maioria das vítimas sofrendo decapitação. O conflito se estendeu por duas semanas e exigiu a atuação direta da Força-Tarefa de Intervenção Penitenciária, vinculada ao Ministério da Justiça, para que o controle do presídio fosse restabelecido.
Após o episódio, medidas estruturais foram tomadas pelo governo estadual para tentar conter a violência entre grupos rivais dentro do complexo. A solução adotada foi a construção de um muro de concreto que dividiu a penitenciária em duas partes distintas, visando isolar as facções e evitar novos confrontos em larga escala. Apesar das mudanças, a unidade segue sendo foco de preocupações recorrentes devido a denúncias de precariedade, incluindo problemas com a qualidade da alimentação e a proliferação de doenças entre os custodiados.












