O faturamento da indústria de transformação brasileira registrou um avanço de 3,8% em março na comparação com fevereiro, conforme revelado pela pesquisa Indicadores Industriais da CNI. Apesar da recuperação mensal, o setor ainda amarga uma queda acumulada de 4,8% no primeiro trimestre de 2025 frente ao mesmo período do ano anterior, impactado principalmente pelos patamares elevados da taxa de juros.
Marcelo Azevedo, gerente de Análise Econômica da CNI, explica que o encarecimento do crédito tem freado o consumo e os investimentos, reduzindo o volume de encomendas nas fábricas. Embora as horas trabalhadas na produção tenham crescido pelo terceiro mês consecutivo, sinalizando um ritmo operacional mais intenso, o mercado de trabalho industrial segue retraído, com uma queda de 0,3% no nível de emprego em março.
Ociosidade e indicadores salariais
A Utilização da Capacidade Instalada (UCI) subiu ligeiramente para 77,8%, indicando que o parque industrial brasileiro possui margem para elevar a produção sem novos aportes, caso a demanda reaja. Contudo, a massa salarial sofreu um recuo de 2,4% no mês, refletindo a cautela das empresas diante de um cenário econômico que, embora apresente sinais pontuais de melhora, ainda mantém o setor abaixo do desempenho observado em 2025.









