O dólar comercial encerrou o pregão desta terça-feira (5) cotado a R$ 4,91, registrando uma queda expressiva de 1,12% e alcançando seu menor valor em 27 meses. O movimento de desvalorização da moeda norte-americana frente ao real acompanhou o otimismo nos mercados globais, onde investidores voltaram a buscar ativos de maior risco, mesmo diante das incertezas geopolíticas no Oriente Médio.
Cenário internacional e doméstico
A calmaria nos mercados foi impulsionada pela manutenção de um cessar-fogo parcial entre Estados Unidos e Irã, o que reduziu o temor generalizado entre os agentes financeiros. No Brasil, o comportamento do câmbio também refletiu a postura do Comitê de Política Monetária (Copom). Embora o Banco Central tenha reduzido a taxa básica de juros para 14,5% ao ano, a ata da última reunião do comitê sinalizou cautela, sugerindo que os juros devem permanecer em patamares elevados por um período prolongado para conter a inflação, atualmente projetada em 4,89% para este ano.
Essa manutenção de taxas altas no Brasil atrai o capital estrangeiro em busca de rendimentos melhores, o que aumenta a oferta de dólares no mercado interno e pressiona a cotação para baixo. Com o resultado desta terça-feira, a moeda estadunidense acumula uma queda de 10,51% ao longo de 2026, atingindo um nível de preço que não era visto desde 26 de janeiro de 2024.
Bolsa de valores e mercado de petróleo
Seguindo o tom positivo, o Ibovespa, principal índice da B3, fechou em alta de 0,62%, aos 186.753 pontos. O desempenho foi sustentado tanto pelo otimismo externo, que fez o índice S&P 500 avançar 0,81% nos Estados Unidos, quanto pelos resultados positivos apresentados por empresas brasileiras, que animaram os investidores locais.
No setor de energia, o petróleo reagiu à redução das tensões diplomáticas e fechou em baixa. O barril do tipo Brent caiu 3,99%, cotado a US$ 109,87, enquanto o WTI recuou 3,90%, terminando o dia a US$ 102,27. Ainda assim, o mercado permanece atento a possíveis instabilidades no Estreito de Ormuz, uma via fundamental para o escoamento global da commodity, o que mantém os preços do barril acima da marca de US$ 100.












