O dólar caiu para R$ 4,95 nesta quinta-feira (30), atingindo o menor nível em mais de dois anos. A queda reflete tanto a perda de força global da moeda americana quanto o retorno de investidores estrangeiros ao Brasil, atraídos pela combinação de juros altos e expectativas de estabilidade econômica.
O dólar comercial fechou a sessão com recuo de 0,99% em relação ao dia anterior. Ao longo de abril, a desvalorização acumulada chegou a 4,38%, colocando o real entre as moedas emergentes com melhor desempenho do período. No acumulado do ano, a queda já soma 9,77%.
A melhora acontece num contexto de retomada do apetite global por risco, que favoreceu países emergentes como o Brasil. Investidores venderam dólares e transferiram recursos para ativos brasileiros, especialmente ações. Esse movimento está diretamente ligado à diferença de juros entre Brasil e Estados Unidos, que permanece elevada mesmo após o Banco Central reduzir a taxa Selic para 14,50% na quarta-feira (29). O Federal Reserve mantém os juros americanos entre 3,50% e 3,75%, ampliando o diferencial que torna o Brasil mais atrativo.
Ibovespa recupera perdas
A bolsa de valores também aproveitou o clima favorável. O Ibovespa fechou a sessão aos 187.318 pontos, com alta de 1,39%, interrompendo uma sequência de seis quedas. A recuperação reflete tanto o fluxo de capital estrangeiro quanto a percepção de que o Banco Central adotará cortes de juros mais graduais, sinalizando estabilidade econômica. Indicadores do mercado de trabalho reforçaram essa visão ao mostrar resiliência da economia.
O euro comercial também teve movimento forte de queda nesta quinta, fechando em R$ 5,811 com recuo de 0,48%, no menor nível desde junho de 2024.
Petróleo oscila por tensões geopolíticas
O barril de petróleo Brent, referência para a Petrobras, encerrou em US$ 110,40, praticamente estável, enquanto o WTI recuou 1,69% para US$ 105,07. Os preços foram afetados por tensões geopolíticas no Oriente Médio e incertezas sobre a oferta global, especialmente nas rotas do Estreito de Hormuz. Apesar dos recuos pontuais, os preços continuam elevados, mantendo pressão sobre a inflação mundial.











