Vitória (ES) – O desenho das finanças do Espírito Santo para o próximo ano começa a ser traçado nesta segunda-feira (1º). Até o dia 10 de julho, o governo estadual mantém aberto o canal de participação para que moradores de todas as microrregiões sugiram onde os recursos públicos devem ser aplicados. A lógica é permitir que a realidade cotidiana de cada município oriente o planejamento das políticas estaduais.
Para interagir pelo sistema on-line, basta acessar o site oficial do orçamento e identificar a cidade de residência. O leque de temas é vasto: envolve setores como Segurança Pública, Educação, Saúde, Infraestrutura, Trabalho e Redução de Desigualdades Sociais, entre outros. Dentro de cada pasta, o cidadão pode validar subáreas específicas ou propor uma pauta própria, caso a sua preocupação principal não esteja listada entre as opções. Para validar o acesso, o portal exige a autenticação via Gov.BR ou Acesso Cidadão.
Além da trilha digital, a administração estadual programou uma série de cinco audiências presenciais, distribuídas pelo território capixaba ao longo de junho e julho. Os encontros buscam colocar frente a frente gestores e a população, garantindo respostas diretas e uma conversa transparente sobre a destinação do dinheiro público. Quem planeja comparecer aos eventos pode antecipar o processo com um pré-cadastro eletrônico, disponível nos canais de divulgação do projeto.
O roteiro das audiências começa no dia 11 de junho, em Guaçuí, abrangendo o Sul e Caparaó. Na sequência, Santa Maria de Jetibá sedia o encontro serrano em 18 de junho. No encerramento do mês, no dia 30, Conceição da Barra recebe a discussão voltada ao Norte e Noroeste. Em julho, a agenda segue para São Gabriel da Palha no dia 2, enquanto a Região Metropolitana encerra o ciclo de debates em Cariacica, no dia 9.
Todo esse material colhido pela Secretaria de Economia e Planejamento funcionará como uma bússola para a elaboração da Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2027. O documento final, consolidado após ouvir as vozes locais, segue posteriormente para o crivo dos deputados na Assembleia Legislativa. A ideia é equilibrar a responsabilidade das contas públicas com a sensibilidade de quem sente na prática os efeitos dos investimentos realizados no Estado.










