Brasília (DF) – Os beneficiários do Bolsa Família com Número de Inscrição Social (NIS) terminado em 7 recebem a parcela de maio nesta terça-feira (26). O repasse é feito diretamente pela Caixa Econômica Federal.
Embora o piso do programa seja de R$ 600, o pagamento de novos adicionais elevou o benefício médio nacional para R$ 678,01. Dados do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social apontam que o programa de transferência de renda alcança 19,08 milhões de famílias neste mês, com um investimento total de R$ 12,9 bilhões.
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O Bolsa Família conta hoje com três benefícios adicionais. O primeiro é o Benefício Variável Familiar Nutriz, que destina seis parcelas de R$ 50 a mães de bebês de até seis meses para garantir a alimentação da criança. Gestantes e lactantes também têm direito a um acréscimo de R$ 50. O mesmo valor é pago para cada dependente de 7 a 18 anos, enquanto famílias com crianças de até 6 anos recebem um adicional de R$ 150 por filho.
O calendário segue o fluxo habitual do programa, distribuído nos últimos dez dias úteis do mês. Para consultar datas, valores ou o detalhamento das parcelas, o beneficiário pode acessar o aplicativo Caixa Tem, utilizado para movimentar as contas poupança digitais do banco.
Pagamento unificado para municípios em emergência
Para algumas famílias, o dinheiro chegou mais cedo. No último dia 18, moradores de 217 municípios em nove estados receberam o pagamento de forma unificada, independentemente do final do NIS. A medida socorreu, por exemplo, 124 cidades do Rio Grande do Norte que enfrentam a seca. O adiantamento também contemplou municípios no Amazonas (3), Pará (1), Paraíba (31), Paraná (16), Pernambuco (27), Rio de Janeiro (3), Roraima (6) e Sergipe (6).
Essas localidades foram afetadas por desastres climáticos — como secas severas ou fortes chuvas — ou abrigam comunidades indígenas em situação de vulnerabilidade. A lista detalhada dessas cidades está publicada no portal do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social.
Desde o ano passado, quem recebe o Bolsa Família não sofre mais o desconto do Seguro Defeso — medida assegurada pela Lei 14.601/2023, que reestruturou o programa. O Seguro Defeso é pago a pescadores artesanais que dependem exclusivamente da atividade e ficam impedidos de trabalhar durante a piracema, o período de reprodução dos peixes.
Como funciona a regra de proteção
A chamada regra de proteção ampara cerca de 2,26 milhões de famílias em maio. O mecanismo funciona como uma transição: se algum membro consegue um emprego e a renda da casa sobe, a família não perde o Bolsa Família de imediato. Ela continua recebendo metade do valor por até dois anos, desde que o rendimento por pessoa não passe de R$ 706. Neste mês, 159.248 famílias que melhoraram de renda entraram nessa modalidade protetiva.
O prazo de permanência nessa transição passará por mudanças. A partir de 2025, o período cai de dois para um ano, mas a alteração só vale para quem ingressar na regra a partir de junho daquele ano. Para as famílias já enquadradas até maio de 2025, o direito de receber metade do benefício por dois anos segue garantido.
Arte EBC












