Brasília (DF) – A economia brasileira iniciou o mês de março sob pressão, registrando uma retração de 0,7% no IBC-Br, índice que mede o desempenho mensal das atividades, segundo dados divulgados nesta segunda-feira (18) pelo Banco Central. O resultado, que marca o primeiro mês de conflito no Irã, reflete um recuo generalizado em todos os setores monitorados, incluindo agropecuária, indústria e arrecadação de impostos.
O setor de serviços liderou as perdas, com uma queda de 0,8%. Para o professor William Baghdassarian, do Ibmec, o cenário atual é movido pela instabilidade. “O medo de algo ruim acontecer é tão ruim quanto o algo ruim acontecer de fato”, pondera o especialista, ao explicar como a incerteza global gera um efeito em cadeia que desestimula investimentos e reduz o ritmo das exportações brasileiras para parceiros como a China.
Apesar do sinal de alerta neste levantamento do Feed Editoria, o acumulado dos últimos 12 meses ainda mostra um avanço de 1,8%. Baghdassarian adverte, contudo, que a economia não respira apenas com o desfecho do conflito internacional. A proximidade das eleições surge no radar como um novo componente de volatilidade, capaz de anular eventuais ganhos de confiança caso a incerteza política permaneça elevada.











