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Home Panorama Cultural Crônica

A saga do delivery que nunca chega

Redação I Via Erre Castilho Por Redação I Via Erre Castilho
Domingo, 24 de Maio de 2026
Em Crônica
Reading Time: 3 mins read
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A person in an orange jacket riding a motorcycle

📷 Unsplash / Victor Aldabalde

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Domingo, 19h30. A fome chegou naquele ponto crítico em que você seria capaz de comer a sola do sapato se ela viesse com molho barbecue. Pego o celular e abro o aplicativo de delivery com a confiança de quem acredita que a tecnologia veio para facilitar nossa vida.

Primeira parada: o restaurante japonês que sempre peço. “Fechado para delivery”. Tudo bem, vamos de pizza. “Tempo de entrega: 1h30min”. Uma hora e meia para uma pizza? Estou pedindo comida ou encomendando um móvel planejado?

Desço mais um pouco e encontro o hambúrguer gourmet que parece uma obra de arte nas fotos. Preço: R$ 45. Quarenta e cinco reais por um sanduíche! Quando foi que hambúrguer virou investimento financeiro? Mas a fome não tem preço, né? Clico em “adicionar ao carrinho”.

Taxa de entrega: R$ 8,90. Taxa de serviço: R$ 3,50. Taxa pequena de embalagem: R$ 2,00. Espera, que taxa é essa? Taxa pequena? Existe taxa grande também? Taxa média? Por que não cobram logo uma taxa da existência da taxa?

No final, meu hambúrguer de R$ 45 virou R$ 59,40. Podia ter jantado em um restaurante chique, mas não, escolhi a experiência completa da ansiedade domiciliar.

Faço o pedido e recebo a confirmação: “Seu pedido será entregue em 45 minutos”. Ótimo, vou tomar um banho rapidinho. Quando saio do banheiro, uma notificação: “Ops! Houve um atraso na cozinha. Previsão atualizada: 1h15min”.

Já são 21h e minha barriga está fazendo ruídos que lembram trilha sonora de filme de terror. Abro o rastreamento: o entregador está parado há 20 minutos no mesmo lugar. Será que ele parou para jantar? Com o MEU hambúrguer?

21h30: “Seu pedido saiu para entrega!” Finalmente. Abro o mapa e vejo o ponto azul se movendo. Ele está vindo! Não, espera. Ele está se afastando. Por que está se afastando? Ele está levando minha comida para outro estado?

22h: o entregador volta a se aproximar. Sou até a janela a cada 5 minutos como criança esperando Papai Noel. O ponto azul para na esquina da minha rua. Fico ali esperando a campainha tocar. Nada. Volto ao aplicativo e o cara está do outro lado da cidade novamente.

22h15: recebo uma ligação. “Alô, é o entregador. Não estou encontrando seu endereço.” Moro aqui há 3 anos, meu endereço tem número, nome da rua, ponto de referência, até coordenadas GPS. Como assim não encontra? “Ah, é que o GPS me trouxe para outro bairro.” Claro que trouxe.

Depois de 10 minutos explicando como chegar na minha casa (incluindo desenhar um mapa mental pelo telefone), finalmente a campainha toca. Abro a porta e lá está ele: um garoto molhado pela chuva que começou há pouco, segurando minha sacola com cara de quem passou pelas sete pragas do Egito.

“Desculpa a demora, cara. Esse GPS tá louco hoje.” Dou gorjeta porque, sinceramente, qualquer um que consegue encontrar minha casa com GPS bêbado merece uma premiação.

Abro a sacola. O hambúrguer que nas fotos parecia obra de arte agora lembra mais um acidente de trânsito. A batata frita está com a textura de papelão molhado e a bebida está quente. Quente! Como conseguiram esquentar refrigerante?

Mas eu como mesmo assim, porque depois de 3 horas de expectativa, até miojo requentado seria um banquete. E enquanto mastigo meu hambúrguer desconstruído, já estou pensando: “amanhã vou cozinhar em casa”.

Spoiler: no dia seguinte, às 19h30, estarei novamente abrindo o aplicativo de delivery, porque aparentemente tenho memória de peixe dourado e otimismo de quem joga na loteria toda semana.

A vida moderna é isso: pagar caro para passar raiva no conforto do próprio lar.

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Erre Castilho é jornalista, escritor, assessor de imprensa e fundador do Portal Ibatiba Online, dedicado a informar sobre a cidade de Ibatiba-ES e temas locais. Atualmente, colabora com o Jornal Correio Espírito Santo e é membro da Academia de Letras e Artes de Ibatiba (AILA). Sua escrita busca simplificar temas complexos e aproximar o público, prezando pela clareza, leveza e pela construção de uma comunicação acessível a todos. No jornal, assina duas colunas: O Almanaque que se destaca pela escrita leve e descontraída, trazendo temas do cotidiano em um tom próximo, como uma conversa entre amigos. Já o Reflexos da Fé é um espaço cristão de inspiração e renovação espiritual, que conecta a Palavra de Deus ao dia a dia, oferecendo encorajamento, esperança e paz ao leitor.

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