Brejetuba (ES) – O cenário epidemiológico brasileiro voltou a preocupar com o avanço das internações por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG). Entre os dias 31 de maio e 6 de junho, correspondentes à Semana Epidemiológica 22, o país registrou uma elevação nas hospitalizações provocadas pelo vírus sincicial respiratório (VSR) e pelos vírus influenza A e B. A queda das temperaturas, característica desta época, facilita a aglomeração em ambientes fechados e, consequentemente, a rápida circulação viral.
O levantamento aponta que 11 unidades da federação encontram-se em situação de alerta ou risco — seja ele alto ou moderado — considerando o aumento de casos nas últimas duas semanas e a tendência de crescimento de longo prazo. Estão nesta lista o Acre, Alagoas, Amapá, Paraná, Pará, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Roraima, Santa Catarina, Sergipe e São Paulo.
Embora os outros 16 estados brasileiros demonstrem sinais de estabilidade ou queda nos registros a longo prazo, o perigo ainda persiste. Desses, 12 locais permanecem em níveis que exigem atenção dos serviços de saúde, incluindo o Distrito Federal, Amazonas, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraíba e Rio de Janeiro.
Impacto por faixa etária
A análise detalhada dos resultados laboratoriais revela recortes distintos de infecção. Em crianças de até 4 anos, o VSR é o principal motor da alta nas internações. Já no grupo de 5 a 14 anos, o rinovírus aparece como o agente predominante. Para os jovens, adultos e idosos, o cenário é dominado pela influenza A, embora a influenza B também apresente uma curva ascendente nas faixas etárias de 5 a 14 anos e de 15 a 49 anos.
A gravidade do momento é refletida nos números: desde o início de 2026, o país contabiliza 3.591 óbitos associados à SRAG. A orientação para frear esse avanço passa pela adoção de medidas de higiene básica, como a lavagem frequente das mãos, e o uso de máscaras em locais de aglomeração ou unidades de saúde.
Medidas preventivas
A recomendação técnica reforça que, ao manifestar qualquer sintoma compatível com gripe ou resfriado, o isolamento social deve ser priorizado. Caso não seja possível o afastamento total das atividades, a utilização de máscaras com alta capacidade de filtragem, como a N95 ou PFF2, torna-se indispensável para proteger o entorno.
O imunizante contra influenza e VSR continua sendo a principal estratégia de proteção. A vacinação é focada em grupos prioritários e elegíveis, sendo apontada como o método mais eficaz para reduzir a probabilidade de evolução para quadros clínicos graves ou fatais, mesmo em casos de infecção confirmada.













