Colatina (ES) – A dor nas costas é uma das principais causas de afastamento do trabalho e de redução da qualidade de vida em todo o mundo. Embora grande parte dos casos possa ser tratada de forma conservadora, algumas doenças da coluna vertebral exigem intervenção cirúrgica para aliviar a dor, recuperar a mobilidade e evitar sequelas neurológicas.
Segundo o neurocirurgião Wilson Faglioni Júnior, a evolução das técnicas cirúrgicas tornou os procedimentos mais precisos e seguros, permitindo uma recuperação mais rápida para muitos pacientes.
“A cirurgia da coluna é indicada quando os tratamentos clínicos não apresentam os resultados esperados ou quando há comprometimento neurológico, perda de força, instabilidade da coluna ou dor incapacitante. A decisão é sempre individualizada e baseada em avaliação clínica e exames de imagem”, explica o especialista.
Entre as condições que podem exigir tratamento cirúrgico estão hérnia de disco, estenose do canal vertebral, espondilolistese, fraturas, tumores, deformidades como escoliose e algumas doenças degenerativas.
Avanços tecnológicos
Nos últimos anos, a neurocirurgia da coluna passou por importantes transformações com a incorporação de técnicas minimamente invasivas, da neuronavegação da coluna, da cirurgia robótica, da cirurgia endoscópica da coluna, além da microscopia cirúrgica e de recursos de imagem em tempo real. Essas tecnologias permitem maior precisão durante o procedimento, incisões menores, menor trauma aos tecidos, redução do sangramento, mais segurança na colocação de implantes, menor tempo de internação e recuperação mais rápida, sempre que há indicação para esse tipo de abordagem.
“Nem todo paciente é candidato à cirurgia minimamente invasiva ou ao emprego de tecnologias como robótica e endoscopia, mas, quando elas são indicadas, os benefícios podem ser significativos. O mais importante é escolher a técnica adequada para cada caso”, ressalta Wilson Faglioni Júnior.
Diagnóstico precoce faz diferença
O especialista alerta que sintomas persistentes não devem ser ignorados. Dor intensa que irradia para braços ou pernas, perda de força muscular, alterações de sensibilidade ou dificuldades para caminhar merecem avaliação médica.
“O diagnóstico precoce aumenta as chances de sucesso do tratamento e pode evitar a progressão da doença. Muitas pessoas convivem com dores por longos períodos antes de procurar atendimento, o que pode comprometer o resultado terapêutico.”
Prevenção continua sendo o melhor caminho
Mesmo com os avanços da cirurgia, a prevenção permanece essencial para manter a saúde da coluna. A prática regular de atividade física, fortalecimento da musculatura, controle do peso corporal, postura adequada e hábitos ergonômicos ajudam a reduzir o risco de problemas na coluna vertebral.
Para Wilson Faglioni Júnior, informação e acompanhamento especializado são fundamentais para que cada paciente receba o tratamento mais adequado.
“A cirurgia representa apenas uma das possibilidades terapêuticas. Nosso objetivo é oferecer um tratamento personalizado, priorizando sempre a melhor opção para preservar a qualidade de vida e a funcionalidade do paciente.”








