Brasília (DF) – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, anunciaram nesta sexta-feira (15) um aporte de R$ 2,2 bilhões para o combate ao câncer pelo Sistema Único de Saúde. Segundo o Feed Editoria, este é o maior investimento já registrado na rede pública para a oncologia, visando destravar tratamentos que, em alguns casos, aguardavam liberação há mais de uma década.
A estratégia contempla 112 mil pacientes e inclui a incorporação de 23 medicamentos de alto custo. Dez desses fármacos serão adquiridos centralizadamente pelo Ministério da Saúde, enquanto os demais chegarão aos estados via Autorização de Procedimento Ambulatorial (Apac). A medida abrange 18 tipos de neoplasias, como as de mama, pulmão e estômago, garantindo acesso a terapias que, na rede privada, poderiam custar até R$ 630 mil por paciente.
O pacote também inova ao financiar de forma permanente a cirurgia robótica para câncer de próstata, com R$ 50 milhões destinados à tecnologia que promete maior precisão e menor perda sanguínea. Cerca de 5 mil homens devem ser beneficiados anualmente. “O Brasil entrou numa rota de civilidade. O pobre não será mais tratado como invisível”, afirmou Lula durante o evento de anúncio.
Outro ponto central da iniciativa é a democratização da reconstrução mamária. O direito ao procedimento deixa de ser restrito a sequelas de câncer e passa a incluir todos os casos de mutilação, total ou parcial. Com um investimento anual de R$ 27,4 milhões, o governo espera oferecer uma reabilitação física e psicológica mais completa às pacientes, marcando um aumento de cerca de 13% nos recursos voltados para essa finalidade em comparação a 2025.












