Baixo Guandu (ES) – O que parecia apenas mais um dia de trabalho na colheita de café em João Neiva, no Espírito Santo, terminou na última quinta-feira (28) com a descoberta de uma vida montada sobre mentiras. Um homem de 43 anos, procurado pelo crime de latrocínio na Bahia, foi interceptado por agentes civis enquanto retornava da zona rural para a área urbana, pondo fim a um longo período de ocultação de sua verdadeira identidade.
As autoridades locais rastrearam o paradeiro do suspeito na localidade de Mundo Novo após um intenso trabalho de inteligência do Ciat Norte. Para se manter invisível aos olhos do sistema judiciário, ele adotara o nome de um terceiro, vivendo uma rotina camuflada em meio às lavouras da região. A estratégia, no entanto, colapsou quando o cruzamento de dados confirmou que havia contra ele uma condenação definitiva por latrocínio, totalizando 24 anos e 8 meses de regime fechado, expedida por um tribunal baiano.
A operação que culminou na prisão contou com a coordenação estratégica dos delegados Vicente Pellegrino, Felipe Thomes e Leandro Sperandio, que articularam as forças das delegacias de João Neiva, Ibiraçu e Fundão. Durante o monitoramento, os investigadores notaram que o alvo realizava deslocamentos diários previsíveis. Foi na Avenida Monte Verde, em uma bifurcação entre os bairros Crubixá e Floresta, que o cerco foi fechado. Quando confrontado pelos policiais, o homem finalmente abandonou o personagem que sustentava e confessou quem realmente era.
O mandado de prisão foi cumprido de imediato, e o homem foi levado para a 13ª Delegacia Regional de Aracruz para os trâmites legais. Atualmente, ele está custodiado no sistema prisional capixaba, onde aguarda os desdobramentos de sua situação jurídica, incluindo a possibilidade de recambiamento para a Bahia, o que dependerá exclusivamente de uma nova decisão do Poder Judiciário. A ação remove de circulação um foragido condenado por um crime violento, encerrando anos de uma fuga que, até então, parecia eficaz.












