Brejetuba (ES) – A necessidade de amortecer o impacto da volatilidade do mercado internacional de combustíveis sobre a economia brasileira levou o governo federal a prorrogar, por mais um mês, a subvenção de R$ 2,12 por litro destinada ao óleo diesel. A confirmação sobre a continuidade do alívio financeiro foi divulgada nesta terça-feira (27). A formalização da medida ocorrerá mediante a publicação de uma portaria no Diário Oficial da União, estendendo a proteção temporária ao abastecimento nacional.
O prolongamento do subsídio exige atenção rígida quanto à gestão orçamentária para evitar desequilíbrios nas contas públicas. Diante dessa exigência, o governo informou que o custo fiscal da renovação não afetará a meta financeira estipulada, mantendo a neutralidade fiscal do Tesouro Nacional. Esse equilíbrio será alcançado por meio do direcionamento de receitas extraordinárias originadas no setor de petróleo, que servirão como fonte direta de compensação para os recursos despendidos com a subvenção ao combustível.
Toda a estrutura jurídica dessa política pública encontra amparo na Medida Provisória nº 1.391, publicada em 11 de setembro de 2026. A norma autorizou a União a conceder subvenção econômica tanto a produtores quanto a importadores de óleo diesel que atuam no mercado brasileiro. A aplicação dessa ferramenta de socorro econômico está atrelada à persistência de quadros de instabilidade nas cotações globais de combustíveis, impulsionados por conflitos geopolíticos que afetam as cadeias globais de suprimento.
O objetivo central do diploma legal é atuar como um mecanismo de amortecimento contra choques externos de preços. Ao subsidiar parte do valor do diesel na origem e na importação, o instrumento busca mitigar os reflexos de solavancos do mercado internacional sobre a cadeia produtiva e o transporte no país. A intenção é dar previsibilidade ao setor econômico local em meio a um horizonte de incertezas que afeta diretamente o custo do frete e o índice inflacionário nacional.
A confirmação do ato governamental já havia sido antecipada durante a jornada de trabalho pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan. Questionado sobre os rumos da subvenção, o ministro pontuou que os integrantes do governo estavam mobilizados na definição dos aspectos finais do documento. Durigan frisou que a pauta passava por sucessivas reuniões de alinhamento ao longo do dia, preparando o terreno para o anúncio público dos novos prazos de vigência.
Em posicionamento oficial emitido por meio de nota, o Ministério do Planejamento e Orçamento reforçou que a renovação terá validade inicial de 30 dias. Contudo, o órgão ressaltou que a medida não possui caráter definitivo e poderá ser novamente prorrogada. A decisão sobre a eventual manutenção da subvenção por novos períodos dependerá do comportamento e da evolução do mercado internacional de combustíveis, acompanhado permanentemente pelas equipes técnicas do Poder Executivo.












