Rio de Janeiro (RJ) – O campo brasileiro caminha para um novo patamar de produtividade. A projeção para a safra de cereais, leguminosas e oleaginosas de 2026 aponta para um volume de 347,4 milhões de toneladas, conforme dados divulgados nesta terça-feira (14). O número indica um incremento de 1,3 milhão de toneladas em relação ao resultado consolidado de 2025, que fechou em 346,1 milhões de toneladas.
Essa expansão é acompanhada por um aumento na escala territorial. A área destinada à colheita deve alcançar 83,2 milhões de hectares, o que traduz uma ampliação de 1,9% — ou 1,6 milhão de hectares — na comparação direta com o período anterior. Curiosamente, quando observamos os números mês a mês, nota-se um recuo leve de 60.985 hectares, equivalente a uma queda de 0,1% frente à estimativa anterior.
O tripé formado por soja, milho e arroz sustenta o desempenho do agronegócio nacional. Juntos, esses três produtos concentram 92,8% de toda a produção estimada e ocupam 87,4% da área destinada ao plantio. A soja, figura central desse cenário, tem projeção de 174,8 milhões de toneladas. Já o milho deve somar 136,5 milhões de toneladas, com a produção dividida entre a primeira safra, com 29,7 milhões, e a segunda, responsável por 106,8 milhões de toneladas.
Outras culturas também mantêm seu peso no tabuleiro agrícola. O arroz em casca aparece com estimativa de 11,2 milhões de toneladas, enquanto o algodão herbáceo em caroço deve atingir 9,1 milhões. O trigo e o sorgo completam a lista com 6,6 milhões e 5,6 milhões de toneladas, respectivamente.
Geograficamente, o Centro-Oeste segue como o motor principal da produção nacional, respondendo por 172,4 milhões de toneladas, o que equivale a 49,6% do total brasileiro. O Sul ocupa o segundo posto, com 92,4 milhões de toneladas (26,5%). Na sequência, aparecem as regiões Sudeste, com 30,8 milhões (8,9%); Nordeste, com 29,8 milhões (8,6%); e Norte, com 22,2 milhões de toneladas (6,4%).
No recorte por estados, o Mato Grosso mantém a liderança isolada ao representar 31,3% de todo o volume produzido no país. O ranking segue com o Paraná, respondendo por 13,7%, o Rio Grande do Sul, com 10,7%, Goiás, com 9,7%, Mato Grosso do Sul, com 8,4%, e Minas Gerais, com 5,5%. Apenas este grupo de seis estados é responsável por quase 80% — precisamente 79,3% — de toda a colheita nacional de grãos projetada para o período.











