Iúna (ES) – O cenário da disputa ao Palácio do Planalto ganhou um novo nome com o lançamento da candidatura de Wilson Grassi pelo Democrata, legenda anteriormente denominada Partido da Mulher Brasileira (PMB). Aos 56 anos, o candidato é natural de São Paulo e constrói sua trajetória profissional como empresário e veterinário, profissão que dita o tom central de sua plataforma eleitoral.
Ao lado de Grassi, a chapa traz como candidata à vice-presidência a empresária Suêd Haidar. O nome de Grassi surge no pleito com uma bandeira específica: o fortalecimento das políticas voltadas à proteção e bem-estar animal. O plano de governo defendido pelo candidato propõe a criação de uma rede de hospitais públicos destinados exclusivamente ao atendimento clínico e cirúrgico de cães e gatos.
A experiência do veterinário no setor é um dos pilares de sua identidade política, reforçada por sua atuação como conselheiro da Associação Nacional de Clínicos Veterinários de Pequenos Animais de São Paulo (Anclipeva-SP). Embora conte com esse histórico setorial, o presidenciável ainda não exerceu cargos eletivos na administração pública.
Apesar da estreia na disputa pelo Executivo federal, Grassi não é um novato nas urnas. Sua trajetória política anterior inclui tentativas de conquistar vagas no legislativo paulista e federal, tendo concorrido anteriormente a vereador e deputado por legendas como o PV e o PRTB. A atual candidatura marca, contudo, um momento singular para o seu partido.
Fundado no ano de 2015, o Democrata vive um capítulo inédito em sua história institucional. Com o lançamento de Wilson Grassi, a sigla coloca um postulante próprio na corrida presidencial pela primeira vez desde a sua criação, rompendo com o perfil de participações anteriores ou alianças que caracterizaram a trajetória da legenda até o presente momento.
A oficialização desta candidatura altera as variáveis da campanha, trazendo uma pauta frequentemente periférica nos grandes debates nacionais para o centro da discussão política. Resta saber como o eleitorado reagirá à proposta central de um profissional que busca levar as demandas do setor veterinário para as esferas de decisão do governo federal.










