Rio de Janeiro (RJ) – O Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) decidiu transferir 277 seções eleitorais em todo o estado para garantir a integridade física de eleitores e mesários. A reconfiguração atinge cerca de 670 mil cidadãos fluminenses e foi desenhada para retirar os pontos de votação de áreas sob influência de milícias, facções criminosas ou regiões marcadas por confrontos armados frequentes. A estratégia busca realocar as zonas afetadas para perímetros seguros, priorizando a proximidade com os endereços de origem.
Ao todo, 20 municípios registraram alterações em suas estruturas para o pleito, o que representa um aumento de dez cidades na lista de mudanças quando comparado ao processo eleitoral de 2024. Estão na lista de atualização as cidades de Rio de Janeiro, Araruama, Bom Jesus do Itabapoana, Cabo Frio, Campos dos Goytacazes, Itaboraí, Itaguaí, Itaperuna, Japeri, Macaé, Nilópolis, Niterói, Nova Iguaçu, Pinheiral, Resende, Rio Bonito, Rio das Ostras, São Gonçalo, São João de Meriti e Volta Redonda.
A administração do órgão ressalta que não haverá envio de comunicados individuais. O dever de verificar o local de votação recai sobre o próprio eleitor, que deve acessar o portal oficial do TRE-RJ. No sistema, é solicitado o preenchimento dos dados com CPF ou Título de Eleitor, além da data de nascimento e o nome da mãe. Alternativamente, os cidadãos podem utilizar o aplicativo e-Título ou interagir com o serviço de autoatendimento via WhatsApp, pelo número (21) 3436-9000, que opera ininterruptamente.
O presidente do TRE-RJ, desembargador Claudio de Mello Tavares, enfatizou que o planejamento prévio é fundamental para assegurar o exercício do voto com tranquilidade. A preocupação é evitar filas e confusões causadas por mudanças que, embora necessárias, podem surpreender quem não realizou a conferência prévia. O magistrado reforçou que o volume de alterações torna a consulta obrigatória para todos, inclusive para aqueles que não residem em zonas tradicionalmente problemáticas.
Como cada eleitor deverá registrar seis votos em 2026 — abrangendo os cargos de deputado federal, deputado estadual, duas vagas para o Senado, governador e presidente —, a Justiça Eleitoral recomenda fortemente o uso da tradicional “cola”. O desembargador lembrou que, embora o celular seja permitido para a identificação biométrica por meio do e-Título, o aparelho é estritamente proibido dentro da cabine de votação.
Ao entrar na cabine, o eleitor deve deixar o smartphone sob guarda do mesário. Por esse motivo, ter os números anotados em um papel é a maneira mais prática de evitar falhas durante o momento da escolha. A recomendação do TRE-RJ é que o eleitor saia de casa com todos os dados devidamente registrados, minimizando o tempo de permanência na cabine e garantindo o fluxo adequado do processo eleitoral.











