Montes Claros (MG) – O episódio de violência que atingiu a vereadora Iara Pimentel, filiada ao PT em Montes Claros, Minas Gerais, entrou formalmente na mira da Polícia Federal neste domingo. A confirmação partiu do diretor-geral da corporação, Andrei Rodrigues, durante uma entrevista coletiva em que detalhou os desdobramentos do caso após a parlamentar comparecer à delegacia local pela manhã para formalizar a denúncia e relatar os fatos aos investigadores.
A agressão ocorreu no momento em que a política participava de uma manifestação de rua em apoio à candidatura presidencial de Luiz Inácio Lula da Silva, a bordo de um carro de som. Registros em vídeo capturaram a dinâmica do ataque, no qual o veículo foi alvo de garrafas, tijolos e diversos projéteis arremessados por simpatizantes de correntes políticas rivais, resultando em ferimentos na face da vereadora.
O chefe da corporação policial classificou o episódio como a ocorrência de maior gravidade registrada em todo o país ao longo deste segundo turno das eleições gerais. Socorrida por uma equipe do Samu ainda no local com ferimentos e o rosto ensanguentado, a parlamentar foi encaminhada a uma unidade hospitalar, onde passou por exames médicos, recebeu medicação e permaneceu sob observação até receber alta.
Manifestando-se publicamente após o ocorrido, a vereadora pontuou que a violência política, o ódio, a intolerância e a misoginia representam riscos severos ao regime democrático, reforçando a cobrança por apuração rigorosa e punição aos responsáveis. Paralelamente, dados consolidados em um balanço preliminar do Ministério da Justiça e Segurança Pública indicam que o país acumulou 618 registros de ocorrências eleitorais até as 19h daquele dia.
O monitoramento oficial resultou na prisão em flagrante de pelo menos 57 pessoas, enquanto outras 152 foram conduzidas para esclarecimentos. As equipes policiais também apreenderam R$ 1.897 em espécie, nove veículos e uma arma de fogo em território nacional. Entre as tipificações mais frequentes constam boca de urna, propaganda irregular, desordem e descumprimento de determinações da Justiça Eleitoral, com Minas Gerais liderando o ranking estadual com 91 registros.












