São Paulo (SP) – O encerramento do segundo turno em São Paulo ocorreu de forma majoritária antes que a ordem judicial para estender o pleito fosse aplicada na prática. Quatro quintos das seções eleitorais do estado já tinham portas fechadas quando o ministro do Supremo Tribunal Federal, Cristiano Zanin, determinou que a votação seguisse até as 19h.
A constatação foi revelada pelo presidente do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo, José Antonio Encinas Manfré, durante coletiva realizada no domingo na capital paulista. De acordo com o magistrado, a comunicação oficial da Suprema Corte só deu entrada no tribunal estadual às 18h17. O aviso chegou com atraso de uma hora e dezessete minutos em relação ao horário tradicional de encerramento, fixado às 17h.
A primeira notícia sobre a extensão do horário chegou ao conhecimento do presidente do TRE-SP por meio da imprensa, no exato momento em que os portões deveriam estar se fechando. Assim que o documento oficial foi recebido, a instrução foi repassada imediatamente, embora o horário exato da notificação enviada às zonas eleitorais não tenha sido detalhado pelo dirigente sob questionamentos dos jornalistas.
Mesmo com o cenário de seções já inativas e eleitores impedidos de participar após as 17h, a avaliação da autoridade eleitoral foi de que o processo não sofreu danos sistêmicos. Para o presidente do tribunal paulista, a rigidez do horário originalmente previsto em lei preservou a lisura do pleito.
Questionado a respeito de denúncias apontando que a prefeitura teria reduzido a frota de ônibus para dificultar o deslocamento do eleitorado na capital, o magistrado esclareceu que a análise dessa conduta compete ao juiz da primeira zona eleitoral, fugindo da alçada do tribunal regional.
O balanço operacional divulgado às 19h apontou a troca de 308 equipamentos em todo o território paulista devido a falhas técnicas. O volume representou 0,26% do total de 114.605 urnas eletrônicas colocadas em funcionamento para a votação.










