Ibatiba (ES) – O cenário das eleições deste domingo revelou uma diversidade geracional marcada entre os eleitos em primeiro turno. Entre os governadores que garantiram a vitória, a amplitude etária estende-se dos 37 aos 70 anos, desenhando um mapa de lideranças que mistura trajetórias consolidadas com nomes em ascensão. Lucas Ribeiro, do PP, figura como o governador mais jovem do grupo, tendo conquistado a Paraíba com 64,30% dos votos. O político assumiu o cargo executivo estadual em 2026, após a renúncia de João Azevedo, de quem era vice. Sua trajetória pública inclui ainda passagens como vereador e vice-prefeito de Campina Grande.
No polo oposto da experiência, Jorginho Mello, do PL, assegurou a reeleição em Santa Catarina aos 70 anos. O atual governador consolidou sua vitória com 68,98% do eleitorado catarinense. Antes de chegar ao comando do Estado, Mello construiu um histórico parlamentar expressivo, atuando tanto como deputado federal quanto como senador, o que reforça o perfil de um político com décadas de vivência nas instâncias legislativas do país.
A renovação ou a longevidade parlamentar também se destacaram na disputa pelo Senado Federal, onde as idades dos eleitos revelaram um abismo geracional. Filipe Barros, filiado ao PL do Paraná e atual deputado federal pelo estado, tornou-se o senador mais jovem do país. Com 35 anos, ele obteve 27,25% dos votos válidos, alavancado por uma carreira que começou na esfera municipal, onde chegou a ocupar uma cadeira na Câmara de Vereadores de Londrina.
Do outro lado da bancada, o eleito de maior idade para o Senado é Julio César, conhecido como Julim do Lula, do PSD do Piauí. Aos 78 anos, o atual deputado federal ostenta um extenso currículo no serviço público. Sua experiência política remete aos anos 70 e 80, quando governou o município de Guadalupe em duas gestões distintas. Além das passagens pelo executivo municipal, ele acumulou cargos estratégicos como secretário de Agricultura estadual, diretor de Administração e Finanças da Conab e presidente da companhia de saneamento em Teresina.
O contraste entre esses perfis aponta para um eleitorado que, em diferentes regiões, optou tanto por lideranças que emergem do cenário local quanto por nomes com trajetórias administrativas e legislativas de longo curso. A configuração final das cadeiras no governo e no Senado demonstra que a idade, isoladamente, não define o sucesso nas urnas, mas sim a capacidade de traduzir o histórico de cada candidato em votos e, consequentemente, em representatividade no comando da máquina pública.











