La Guaira, Venezuela – Uma operação da Força Aérea Brasileira (FAB) decolou na tarde desta terça-feira (30) rumo à Venezuela, carregando o suporte necessário para enfrentar o rastro de destruição deixado pelos terremotos que abalaram o país na última semana. O voo, conduzido por um KC-30 do Esquadrão Corsário, partiu da Base Aérea do Galeão, no Rio de Janeiro, às 12h10, levando consigo 52 militares da Marinha e equipamentos voltados à estruturação de um hospital móvel.
O foco da missão é ampliar a capacidade de atendimento médico em La Guaira, cidade onde o Brasil já mantém uma estrutura de campanha em pleno funcionamento. Esta é a quinta vez que uma aeronave da FAB cruza a fronteira em uma missão de apoio logístico e humanitário à nação vizinha desde o início da tragédia.
A logística de carregamento foi dividida para otimizar o tempo. Antes de seguir para seu destino final em Maiquetía, o KC-30 fez uma parada técnica na Base Aérea de São Paulo, em Guarulhos. Foi ali que a carga ganhou corpo com 5,5 toneladas de insumos do Ministério da Saúde. Ao todo, o carregamento soma 18 toneladas, incluindo medicamentos emergenciais e testes rápidos, desenhados para suprir as demandas imediatas das autoridades venezuelanas sem causar desabastecimento nas unidades do SUS brasileiro.
A complexidade da busca por sobreviventes sob os escombros exigiu a presença de especialistas da Anatel. Eles levam na bagagem equipamentos de alta precisão, como analisadores de espectro e antenas direcionais sensíveis, capazes de captar sinais de aparelhos celulares perdidos em meio aos escombros, uma ferramenta vital para identificar pontos de vida em áreas devastadas.
Momentos antes da partida em Guarulhos, o capitão aviador Renan Herbert Picorelli Walter, comandante da aeronave, destacou o peso do compromisso. Ele ressaltou que a missão é, acima de tudo, um esforço de solidariedade, movido pela esperança de atenuar o sofrimento imediato das vítimas. A operação, que mobiliza diversas frentes das Forças Armadas, é supervisionada pelo Ministério das Relações Exteriores.
O governo brasileiro mantém o monitoramento da situação em solo venezuelano, avaliando a necessidade de novos envios conforme a evolução da crise humanitária. A presença dos técnicos e dos insumos médicos reforça o empenho do país em oferecer uma resposta rápida e estruturada diante da calamidade que atingiu a região.







