Granada, Espanha – A madrugada desta terça-feira, 18, trouxe um novo capítulo de incertezas para os moradores de Granada, no sul da Espanha. O Instituto Geográfico Nacional registrou pelo menos quatro tremores de terra significativos nas últimas horas, com magnitudes variando entre 3,9 e 4,8 na escala Richter. O fenômeno mantém a cidade sob tensão desde a última sexta-feira, dia 14, período em que a região contabilizou 432 abalos sísmicos em uma área que se estende por um raio de dois a doze quilômetros ao sul do município.
Embora a grande maioria dessas ocorrências seja de baixa intensidade — sendo que muitas sequer foram percebidas pela população —, a frequência dos eventos tem gerado um cenário de preocupação crescente. O episódio de maior impacto ocorreu ainda no sábado, quando um tremor de magnitude 4,8 atingiu a localidade de Alhendín. A energia liberada na ocasião foi tão ampla que o sismo pôde ser sentido em mais de 500 localidades, afetando partes da Andaluzia, Múrcia, o sul de Castela-La Mancha e até mesmo pontos isolados em Madri.
O impacto prático começou a ser sentido nos serviços públicos e na segurança viária. A prefeita de Granada, Marifrán Carazo, decretou situação de emergência após as forças de segurança registrarem 229 pedidos de auxílio e os Bombeiros atenderem a 168 ocorrências diretas. Como medida preventiva, a prefeitura ordenou o fechamento por tempo indeterminado de repartições públicas, museus e instalações esportivas que não executem serviços essenciais à população.
Até o momento, o balanço oficial da Junta de Andaluzia aponta três pessoas com ferimentos leves decorrentes da instabilidade geológica desta terça-feira. Segundo o primeiro vice-presidente do governo regional, Antonio Sanz, todas as vítimas foram prontamente atendidas pelas equipes de resgate. As autoridades seguem monitorando a rede sísmica, cujos especialistas advertem que os danos causados às estruturas civis ainda estão sob revisão minuciosa.
Diante da imprevisibilidade característica das réplicas, a prefeita reforçou a necessidade de cautela. O apelo oficial orienta que os cidadãos mantenham a tranquilidade, mas permaneçam atentos a qualquer sinal de comprometimento estrutural em seus imóveis, como o surgimento de novas rachaduras ou movimentações atípicas no terreno. A recomendação é comunicar imediatamente qualquer anormalidade às equipes de defesa civil, enquanto a região tenta retomar a normalidade possível em meio à continuidade dos abalos.







