Colatina (ES) – O cenário é de calamidade em grande parte de Gana. O registro de 169 milímetros de chuva em apenas 24 horas na capital, Accra, superou marcas climáticas das últimas três décadas — ficando atrás apenas de três outros eventos extremos em 30 anos. A força das águas transformou ruas em rios e, até o momento, as autoridades confirmam 12 mortes decorrentes do desastre natural.
A situação é crítica para milhares de famílias. O Ministério do Interior estima que 38 mil pessoas foram diretamente atingidas pelos alagamentos. Entre o caos das inundações, o drama se estende: sete pessoas permanecem desaparecidas, enquanto cerca de 8 mil cidadãos foram forçados a abandonar seus lares, deixando para trás o que conseguiram salvar antes que as casas fossem tomadas pela correnteza.
Suprema Corte veta restrição à cidadania nos EUA
Do outro lado do Atlântico, uma disputa jurídica sobre o direito de solo chegou ao fim na Suprema Corte dos Estados Unidos. Por uma maioria de seis votos a três, os magistrados derrubaram a ordem executiva de Donald Trump que pretendia negar a cidadania a filhos de turistas ou imigrantes em situação irregular nascidos em território americano.
A decisão reafirma a vigência do princípio de jus soli, garantindo que todo indivíduo nascido nos EUA — com exceções restritas, como o caso de filhos de diplomatas — seja reconhecido como cidadão. O ex-presidente reagiu de imediato, classificando o veredito como injusto e custoso para o país. Ele pressiona agora o Congresso para que aprove uma legislação específica capaz de extinguir o direito à cidadania por nascimento.
Protestos contra imigração crescem na África do Sul
Um movimento de insatisfação social tomou conta das ruas da África do Sul, marcando o maior protesto já visto no país contra a presença de estrangeiros em situação irregular. Cidades como Joanesburgo e Durban foram palco de marchas onde a principal pauta era a exigência de uma postura mais rigorosa por parte do governo local.
O argumento dos manifestantes, que ameaçam manter as mobilizações — em Durban, a promessa é de retorno às ruas todas as quintas-feiras —, gira em torno da suposta competição por postos de trabalho. O clima de hostilidade tem gerado um êxodo silencioso: autoridades policiais estimam que cerca de 25 mil estrangeiros deixaram o território sul-africano nos últimos dias, motivados pelo medo da violência.
O cenário é complexo para o Estado, que hoje abriga aproximadamente 3 milhões de imigrantes ilegais. Enquanto a pressão popular cresce, o governo busca formas de gerir a crise, equilibrando a segurança pública com o impacto social dessa presença estrangeira no mercado interno.










