Iúna (ES) – Desde esta quarta-feira (1º), a China passou a operar sob o regime da Lei da Unidade Étnica. A medida tem como objetivo declarado a consolidação de uma identidade nacional unificada, oficializando a prioridade do mandarim nas esferas pública e social. O governo sustenta que o regramento pretende atenuar disparidades socioeconômicas que historicamente impactam as minorias do país.
Contudo, a perspectiva de entidades de direitos humanos, como a Anistia Internacional, aponta para um cenário de endurecimento. A avaliação é que a nova legislação forçará grupos minoritários, a exemplo de tibetanos e mongóis, a absorverem a cultura Han — a etnia que compõe a maioria absoluta da população chinesa — em detrimento de suas próprias raízes.
Enquanto a China ajusta sua política interna, o restante do globo enfrenta episódios de violência e tragédias. Na África do Sul, a terça-feira (30) foi marcada por uma onda de protestos anti-imigração que resultou em mais de 900 prisões. Embora a polícia sul-africana tenha contabilizado 120 manifestações, a vasta maioria ocorreu sem confrontos; apenas 12 atos exigiram intervenção das forças de segurança.
O pano de fundo da insatisfação popular é o contingente de aproximadamente 3 milhões de pessoas em situação irregular no país. A pressão por políticas migratórias mais rígidas tem gerado um clima de instabilidade, levando milhares de imigrantes a abandonarem o território sul-africano nos últimos dias, temendo represálias físicas.
No norte da Nigéria, a insegurança também dita o cotidiano. Na província de Borno, homens armados invadiram uma instituição de ensino e sequestraram ao menos 36 crianças e um funcionário, que seguem desaparecidos. O ataque aconteceu justamente no momento em que os estudantes realizavam exames nacionais. O episódio desencadeou revolta entre familiares e moradores da região, que se reuniram diante da escola para cobrar providências governamentais, uma vez que o sequestro em massa de alunos tornou-se um fenômeno recorrente na área.
A série de notícias trágicas completa-se com o desfecho do desabamento em um centro de reforço escolar no Paquistão. Na quarta-feira, famílias se despediram das 14 vítimas fatais — estudantes com idades entre 5 e 16 anos — em meio aos funerais que seguiram a queda do telhado ocorrida na véspera. Outros alunos e uma educadora conseguiram ser resgatados com vida dos escombros.
A investigação preliminar das autoridades locais revelou uma irregularidade administrativa grave: o espaço funcionava em uma propriedade privada sem qualquer autorização oficial para ministrar atividades pedagógicas.












