Rio de Janeiro (RJ) – O Palácio da Democracia, no centro da capital fluminense, será o palco de uma audiência pública decisiva na manhã deste sábado, dia 24. A partir das 8h, o Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) realizará o sorteio que definirá quais das 43 seções eleitorais terão suas urnas submetidas a rigorosos procedimentos de auditoria durante o segundo turno das eleições presidenciais.
A logística de fiscalização é dividida em frentes distintas. Do total de equipamentos selecionados, 31 passarão pelo Teste de Integridade das Urnas Eletrônicas no domingo, dia 25. Essa verificação ocorrerá simultaneamente ao horário de votação, concentrada na Sala de Sessões do Pleno do Tribunal de Justiça do Rio. A operação busca replicar o comportamento do voto real para garantir a inviolabilidade do sistema.
Além da testagem padrão, o TRE-RJ separou duas urnas específicas, retiradas de seções instaladas na Fundação Getulio Vargas (FGV), para a aplicação do Teste de Integridade com Biometria. Essa modalidade adiciona uma camada extra de verificação, focada na precisão do reconhecimento do eleitor pelo sistema eletrônico.
O grupo restante, composto por dez urnas sorteadas entre todas as seções eleitorais do estado, passará pelo Teste de Autenticidade dos Sistemas Eleitorais. Diferente dos procedimentos realizados na sede da Justiça, essa checagem acontece na própria seção de origem. O trabalho será executado antes mesmo de o primeiro eleitor entrar na cabine para votar, assegurando que o software instalado nos aparelhos seja exatamente aquele certificado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
O rigor dessas etapas é acompanhado de perto por representantes de partidos políticos, federações e coligações. O acesso também é garantido a entidades privadas sem fins lucrativos que possuam histórico reconhecido em transparência e fiscalização da gestão pública, desde que devidamente credenciadas pelo TSE. Até mesmo departamentos de tecnologia da informação de universidades habilitadas podem participar do monitoramento.
Todo o protocolo de auditoria e as normas que regem essa fiscalização do processo eletrônico seguem rigorosamente o que está estabelecido na Resolução de 2021 do Tribunal Superior Eleitoral. A medida visa reforçar a confiança do eleitorado na soberania do voto e na precisão técnica dos equipamentos utilizados no pleito nacional.













