São Paulo (SP) – O som da torcida ecoou pelo centro da capital paulista nesta tarde de segunda-feira, 29. Enquanto a bola rolava no gramado para o confronto entre Brasil e Japão pela fase decisiva do mundial, o Vale do Anhangabaú tornou-se o endereço de centenas de torcedores que optaram por compartilhar a tensão do mata-mata diante de um telão instalado ao ar livre.
Entre a multidão uniformizada, Mariana Freitas, de 33 anos, acompanhava cada lance ao lado do marido e das filhas. A atendente, que vive em São Vicente, aproveitou a rotina de trabalho do companheiro na capital para integrar o grupo no coração de São Paulo. O otimismo era evidente, traduzido em um palpite preciso: dois gols para o Brasil, ambos marcados por Vini Jr. Para ela, o elenco atual, recheado de nomes como Endrick e Neymar, carrega o peso necessário para buscar o título mundial.
A atmosfera no Anhangabaú misturava diferentes histórias. Pedro Jinno, estagiário e de origem japonesa, vestia o verde e amarelo com convicção. Em sua estreia em uma fan zone, o jovem admitiu que a identidade brasileira fala mais alto, apesar de considerar a Espanha uma adversária mais sólida na briga pela taça. O placar, na visão de Pedro, favoreceria os brasileiros por 2 a 1.
O espaço, que oferece acesso gratuito ao público, mantém uma agenda estratégica. Além de operar regularmente de sexta a domingo, o local abre suas portas especificamente nas datas em que a Seleção Brasileira entra em campo, consolidando-se como um ponto de referência para quem prefere a energia coletiva das arquibancadas adaptadas às ruas.
Enquanto o jogo seguia, a esperança dos torcedores presentes no centro refletia um roteiro conhecido em dias de Copa: a aposta na mística da amarelinha para superar os obstáculos e avançar na competição. Entre expectativas sobre o desempenho de Neymar e a cautela com rivais europeus, o público aproveitou a estrutura montada para viver a experiência do torneio de perto.






