Dallas, Estados Unidos – O horizonte do Brasil na Copa do Mundo começa a ganhar contornos claros após a vitória por 2 a 1 sobre o Japão, na última segunda-feira (29). O próximo compromisso da equipe comandada por Carlo Ancelotti está marcado para o domingo (5), às 17h, quando o destino na competição será selado em um confronto eliminatório contra Noruega ou Costa do Marfim.
O cenário para o torcedor brasileiro passa obrigatoriamente pelas oitavas de final, que serão decididas no duelo entre noruegueses e marfinenses, agendado para as 14h. A Noruega, liderada pelo astro Erling Haaland, chega ao mata-mata carregando o peso da expectativa. O atacante, que vive seu primeiro Mundial, soma quatro gols, embora tenha sido preservado na derrota por 4 a 1 para a França. Classificada na vice-liderança do Grupo I, a seleção europeia garantiu sua vaga com triunfos sobre o Iraque, por 4 a 1, e Senegal, por 3 a 2.
O técnico Stale Solbakken já confirmou que Haaland entrará em campo como titular em Dallas. O artilheiro, vale lembrar, carrega um detalhe curioso: desde 2025, estampa em sua camisa o sobrenome de sua mãe, Gry Marita Braut, ex-atleta de heptatlo. Especialistas apontam que a estatura elevada do elenco norueguês e a força aérea serão os grandes desafios para a defesa brasileira, caso o encontro se confirme.
Do outro lado da chave, a Costa do Marfim surge como uma ameaça veloz e disciplinada. Vice-líder do Grupo E, o time africano apresenta um equilíbrio tático notável, tendo sofrido apenas três gols ao longo da primeira fase. A equipe, que ergueu a taça da Copa Africana das Nações em 2024, aposta na transição rápida para superar seus rivais.
O nome a ser vigiado nos marfinenses é Yan Diomandé. Atualmente na Alemanha e alvo de negociações pelo PSG, o jogador ganhou notoriedade não apenas pela técnica, mas pela carga emocional que trouxe ao torneio após dedicar sua trajetória à memória de sua irmã, Roxane Diomandé. Com uma campanha que incluiu vitórias contra Equador e Curaçau, os marfinenses prometem um teste de resistência física e contra-ataques precisos.
O que resta ao Brasil é observar o desfecho desse embate. Seja pela potência física e a presença de área de Haaland ou pela intensidade coletiva e a velocidade dos marfinenses, o desafio que aguarda Ancelotti no domingo exigirá uma estratégia defensiva impecável.







