Vila Velha (ES) – A rotina de treinos da seleção brasileira neste domingo (21) trouxe uma novidade aguardada pela comissão técnica e pelos jogadores. Pela primeira vez, Neymar participou das atividades integrando o grupo principal, deixando para trás a rotina de trabalhos isolados de transição física. A presença do camisa 10 no gramado foi celebrada abertamente pelo meia Lucas Paquetá, que concedeu entrevista coletiva logo após o treino. O jogador destacou o peso histórico e técnico do atacante, reforçando o desejo do grupo de vê-lo em condições de jogo o quanto antes.
O trabalho deste domingo, contudo, contou com uma estrutura reduzida no gramado. Do time que goleou o Haiti por 3 a 0 na última sexta-feira (19) — confronto em que Paquetá contribuiu com uma assistência —, apenas o próprio meia, o goleiro Alisson e o atacante Vini Jr. participaram da atividade. A ausência mais sentida foi a de Raphinha. O atacante, substituído ainda no primeiro tempo do último jogo, teve confirmada uma lesão no músculo posterior da coxa direita.
Embora a equipe médica não tenha divulgado um prazo para a recuperação do atacante lesionado, a vaga em aberto na ponta direita já gera debates. Questionado sobre a possibilidade de atuar improvisado no setor de Raphinha, Paquetá evitou assumir a vaga antecipadamente. Ele preferiu transferir a responsabilidade da escolha tática ao técnico Carlo Ancelotti, limitando-se a dizer que o elenco está preparado para suprir a ausência e dar o melhor de si.
Paquetá também aproveitou o contato com os jornalistas para analisar o momento de oscilação da seleção, que estreou com um empate por 1 a 1 diante do Marrocos. Diante das comparações com rivais que iniciaram o torneio de forma mais contundente, o meio-campista argumentou que o foco interno está voltado para o crescimento coletivo ao longo da competição. Para ele, o desempenho inicial instável perderá relevância caso a seleção atinja o objetivo final de conquistar mais um título mundial.









