Newark, Estados Unidos – Enquanto a atenção global se volta para o Metlife Stadium, em Nova Jersey, neste sábado (13), uma história de superação e domínio esportivo ganha espaço no Museu de Arte de Newark. A partir das 16h locais, o local abre suas portas para a exibição de “O Jogo Mais Difícil”, produção que detalha os bastidores da preparação da seleção brasileira de futebol de cegos para a Paralimpíada de Paris, ocorrida em 2024.
O documentário, fruto de uma parceria entre o Comitê Paralímpico Brasileiro e a Bushatsky Filmes, mergulha na rotina exaustiva de treinos. As câmeras acompanham o grupo desde a base em João Pessoa, na Paraíba, até competições em solo europeu. A narrativa explora os desafios técnicos da modalidade, como a dependência do som do guizo dentro da bola, a necessidade de orientação espacial constante e a sincronia entre os atletas — que utilizam vendas para garantir o equilíbrio visual no campo, à exceção dos goleiros, os únicos que possuem visão plena.
A exibição tem entrada gratuita e prepara o terreno para o que virá em seguida: logo após os créditos, o próprio museu transmitirá ao vivo a estreia do Brasil na Copa do Mundo, que acontece às 19h (horário de Brasília) contra o Marrocos, a cerca de 15 quilômetros de distância.
O Brasil chega ao evento carregando o peso de uma hegemonia indiscutível. Em seis edições do futebol de cegos nos Jogos Paralímpicos, a equipe subiu ao lugar mais alto do pódio cinco vezes. O ciclo recente em Paris, porém, trouxe um resultado diferente. Após cair diante da Argentina na semifinal, o time conquistou a medalha de bronze, enquanto a França — dona da casa — ficou com o ouro.
Apesar do tropeço, o status de potência mundial permanece intacto. Além das glórias paralímpicas, a seleção ostenta cinco títulos mundiais em sua trajetória. O foco agora já tem data e local para ser renovado: em outubro do próximo ano, os brasileiros jogam em casa, no Centro de Treinamento Paralímpico em São Paulo, na busca pelo hexacampeonato mundial.










