Auckland, Nova Zelândia – O bom momento de Cabo Verde na Copa do Mundo sofreu um baque inesperado com o surgimento de uma investigação criminal contra o capitão do time. As autoridades da Nova Zelândia confirmaram a apuração de uma denúncia de estupro que teria como protagonista o atacante Ryan Mendes, jogador que esteve em campo nas três partidas da equipe durante a fase de grupos do torneio.
A acusação partiu de uma tradutora brasileira. Segundo o relato, o episódio de violência sexual teria ocorrido nas dependências de um hotel em Auckland, cidade que sediou jogos da competição. Até o momento, a federação de Cabo Verde mantém silêncio e não respondeu aos pedidos de esclarecimento feitos pela imprensa sobre o comportamento de seu principal nome em campo.
A situação também movimentou o campo diplomático. O Ministério das Relações Exteriores brasileiro confirmou que a Embaixada do Brasil em Wellington está ciente do ocorrido e oferece o suporte consular necessário à cidadã brasileira envolvida no caso. O órgão, contudo, evocou o direito à privacidade e as diretrizes da Lei de Acesso à Informação, além do Decreto nº 7.724/2012, para limitar a divulgação de detalhes sobre o atendimento prestado.
Do lado da Fifa, o posicionamento oficial indica que qualquer alegação de má conduta é tratada com rigor. A entidade informou que monitora a situação e mantém diálogo aberto com os investigadores neozelandeses para acompanhar o desenrolar das apurações.
O caso acontece justamente no momento de maior prestígio do futebol cabo-verdiano, que pela primeira vez na história conseguiu avançar à fase eliminatória da competição. Enquanto as autoridades conduzem as diligências sobre a conduta do capitão, o elenco de Cabo Verde segue sua rotina de preparo. O próximo compromisso da seleção está agendado para sexta-feira (3), em Miami, onde os cabo-verdianos enfrentam a Argentina em busca de uma vaga na sequência do campeonato.






