Miami, Estados Unidos – A lesão de Raphinha no músculo posterior da coxa direita, ocorrida na vitória por 3 a 0 sobre o Haiti, abriu uma lacuna inesperada na escalação brasileira para o duelo contra a Escócia. O confronto está marcado para esta quarta-feira (24), às 19h, em Miami. Embora prefira atuar pela esquerda, o atacante Gabriel Martinelli afirmou estar pronto para cobrir a ausência, caso Carlo Ancelotti opte por improvisá-lo no lado oposto do campo.
O jogador do Arsenal admitiu que a preferência pessoal é a ala esquerda, mas lembrou que já cumpriu a função na direita tanto em seu clube, durante o período em que Bukayo Saka esteve ausente, quanto sob o comando do atual técnico da seleção, em março, no amistoso contra a França. Rayan e Luiz Henrique correm por fora como alternativas mais naturais para a posição, mas a versatilidade de Martinelli ganha peso nas decisões do treinador.
A partida em Miami não vale apenas a manutenção do ritmo para o mata-mata. O elenco brasileiro vê a vitória como um passo estratégico para garantir a liderança do Grupo C. A vantagem permitiria que o time permanecesse em sua base atual, em Nova Jersey, evitando o desgaste de uma mudança logística para o México, onde ocorreria o confronto dos 16 avos de final em caso de um segundo lugar na chave.
Martinelli conhece bem a força do adversário escocês devido à sua longa passagem pelo futebol inglês. O atacante citou nomes como John McGinn, do Aston Villa, e os conhecidos Andy Robertson e Kieran Tierney como peças perigosas que exigirão atenção redobrada. “É um jogo difícil. Tierney é um dos melhores caras que conheci no futebol, espero que ele não esteja em um dia inspirado”, brincou o camisa 22.
Além da estratégia para o próximo compromisso, o atacante comentou o retorno de Neymar aos treinamentos após o tratamento de uma lesão na panturrilha. Ao ser questionado sobre a possibilidade de o grupo aumentar sua carga de sacrifício em campo para compensar o camisa 10, Martinelli foi enfático: o comprometimento não tem limites. “Correríamos 20, 30 ou até 40% a mais para potencializar quem quer que seja, seja o Ney ou o Vini Júnior. Vemos a intensidade dele nos treinos e fica claro que ele quer muito esse resultado”, garantiu o jogador.








