Venda Nova do Imigrante (ES) – A Petrobras consolidou um dos desempenhos financeiros mais robustos de sua história recente ao registrar um lucro líquido de R$ 52,4 bilhões, o equivalente a US$ 10,4 bilhões, entre abril e junho de 2026. O montante representa um avanço expressivo de 97% na comparação direta com o mesmo intervalo de 2025, evidenciando uma fase de forte geração de caixa para a companhia estatal.
O sucesso do trimestre foi sustentado por uma série de marcas operacionais históricas. A produção de petróleo escalou para 2,7 milhões de barris por dia, acompanhada por um aproveitamento de 101% na capacidade total do parque de refino. Esse nível de operação nas refinarias foi fundamental para elevar o volume de exportações, que alcançou a marca de quase um milhão de barris diários, otimizando a rentabilidade do negócio em um cenário de preços favoráveis do Brent.
O incremento na atividade industrial também se refletiu no mercado interno. A produção de derivados, como o diesel S10 e o querosene de aviação, atingiu 1,9 milhão de barris por dia, um crescimento de 5,6% frente ao primeiro trimestre deste ano. Esse fôlego produtivo gerou uma consequência direta para a logística da empresa: uma queda de 40% nas importações de combustíveis em comparação aos três meses anteriores.
Fernando Melgarejo, diretor financeiro e de relacionamento com investidores, pontuou que o resultado financeiro foi o reflexo direto de uma estratégia focada no aumento do volume de produção somado a um cenário internacional de cotações mais elevadas. Segundo o executivo, o desempenho robusto das operações no refino e na extração foi o alicerce necessário para fortalecer a liquidez da estatal.
Para sustentar a continuidade dessas metas, o montante investido no período chegou a R$ 26,7 bilhões, ou US$ 5,3 bilhões. A fatia majoritária desses recursos, cerca de 82%, foi direcionada exclusivamente para as atividades de exploração e produção. O plano estratégico da companhia inclui o avanço na construção das unidades P-80, P-82 e P-83, infraestruturas que são consideradas vitais para a expansão produtiva e que possuem previsão de início de atividades para o ano de 2027.










