Iúna (ES) – O Grupo I da Copa do Mundo de 2026 desenha um cenário de contrastes profundos e tensões técnicas elevadas. A França, comandada por Didier Deschamps há 14 anos, entra como a força a ser batida. Em busca do terceiro título, após as conquistas de 1998 e 2018, os franceses apostam na genialidade de Kylian Mbappé e em nomes como Ousmane Dembélé, Désiré Doué e Michael Olise. Deschamps, que levantou a taça como jogador e técnico, busca consolidar seu legado com uma geração talentosa.
Do outro lado, a Noruega retorna ao Mundial após um hiato de 28 anos. A moral da equipe está em alta: o time de Stale Solbakken garantiu a vaga com uma campanha impecável nas eliminatórias, vencendo todos os oito jogos e deixando para trás até a tetracampeã Itália. O protagonismo recai sobre Erling Haaland, mas o elenco também traz o brilho de Martin Odegaard, Strand Larsen e Oscar Bobb. O objetivo é claro: superar as oitavas de final, teto histórico alcançado em 1938 e 1998.
O cenário africano é representado pelo Senegal, treinado por Pape Thiaw desde o fim de 2024. Os Leões de Teranga chegam ao torneio com o prestígio de quem dominou as eliminatórias continentais sem sofrer derrotas e permitindo apenas três gols. Sadio Mané, capitão de 34 anos, busca sua redenção pessoal após ficar fora do Catar por lesão. A equipe viveu um início de ano conturbado, marcado pela polêmica final da Copa Africana das Nações contra o Marrocos, onde o título chegou a ser erguido pelos senegaleses antes de uma revisão administrativa beneficiar os marroquinos.
Por fim, a última das 48 vagas do torneio ficou com o Iraque. Os Leões da Mesopotâmia, que não disputavam um Mundial desde 1986, garantiram a classificação em uma repescagem dramática contra a Bolívia, vencida por 2 a 1 com gol decisivo de Aymen Hussein. O feito é acompanhado por uma preparação conturbada: sob o comando do técnico australiano Graham, o time enfrenta dificuldades logísticas e de deslocamento causadas pelo cenário de guerra na região, com o fechamento constante do espaço aéreo. Para os iraquianos, a presença em campo já carrega uma carga simbólica que vai além das quatro linhas.








