Natal (RN) – O ingresso definitivo no topo do ranking nacional paralímpico consagrou a performance de Rayssa Rocha, paratleta capixaba de apenas 18 anos, que conquistou a medalha de prata no halterofilismo durante o Meeting Paralímpico Loterias Caixa, realizado no último sábado (23), em Natal, Rio Grande do Norte. Única competidora do Espírito Santo na modalidade, ela disputou na categoria até 55kg e suportou a marca de 64kg, mesmo registrando um peso corporal de 52kg.
A trajetória ascendente da competidora ganha sustentação por meio do programa Bolsa Atleta, promovido pela Secretaria de Esportes e Lazer (Sesport). De acordo com a esportista, o suporte governamental desempenha uma função crucial ao viabilizar a participação em etapas qualificatórias pelo país, reduzindo o peso das despesas com viagens e logística, o que se traduz em tranquilidade financeira para buscar as marcas esportivas pretendidas nas competições.
Acometida por nanismo, a jovem iniciou sua jornada competitiva em 2021 e acumula grandes resultados em curto espaço de tempo. No ano anterior, garantiu a medalha de ouro nas Paralimpíadas Escolares e agora consolida sua transição para as disputas adultas ao garantir o vice-campeonato em território potiguar. Tamanho potencial técnico já posiciona a atleta capixaba como uma forte candidata a integrar as fileiras da seleção brasileira jovem no futuro próximo.
Essa evolução constante é referendada pela comissão técnica que a acompanha na rotina diária de treinamentos. Dionnes Lopes, treinador da halterofilista, salienta o foco e o alto nível de dedicação demonstrados pela jovem, pontuando que a regularidade nas sessões diárias de preparação e o rigor técnico são determinantes para os êxitos obtidos nas principais arenas esportivas do país.
O papel do incentivo financeiro no esporte de rendimento
A política pública de fomento ao esporte de alto rendimento atua diretamente na consolidação de trajetórias vitoriosas como a de Rayssa Rocha. Atualmente, o edital do Bolsa Atleta opera com um aporte financeiro recorde de R$ 4 milhões, sendo responsável por assistir 243 competidores — o que representa um acréscimo de 11 contemplados na comparação direta com a chamada anterior. O objetivo central da iniciativa é fornecer suporte mensal para manter a preparação técnica dos esportistas por 12 meses.
Os repasses financeiros são distribuídos em diferentes faixas conforme o enquadramento do beneficiado. Os contemplados na modalidade Pódio (Olímpico, Paralímpico e Surdolímpico) recebem R$ 4 mil mensais, enquanto a categoria Participação garante R$ 2,3 mil. No plano internacional, os valores variam de R$ 1,7 mil na divisão de base a R$ 2 mil para a principal. Nas disputas nacionais, o programa repassa R$ 1 mil para novos talentos da base e R$ 1,5 mil para competidores do elenco principal, somando-se ainda à faixa estudantil, que paga R$ 500 mensais.













