East Rutherford, Estados Unidos – O MetLife Stadium, em Nova Jersey, não viu a estreia dos sonhos da Seleção Brasileira, mas Carlo Ancelotti insiste que o 1 a 1 contra Marrocos está longe de ser um sinal de alerta. Com uma postura contida e respostas diretas, o treinador italiano buscou blindar o grupo de críticas após a dificuldade inicial na partida de abertura do torneio.
O primeiro tempo foi marcado por nervosismo e uma quantidade atípica de passes errados. Segundo o técnico, a ansiedade tomou conta do time em campo, cenário que mudou após o intervalo. Para Ancelotti, a estreia é um momento naturalmente tenso e o resultado final não compromete as pretensões brasileiras. Ele reforçou que o foco absoluto permanece na classificação e na evolução gradual da equipe ao longo da competição.
O comandante evitou justificativas detalhadas sobre as escolhas que causaram estranheza, como o uso de Ibañez improvisado na lateral direita e a titularidade de Igor Thiago. Quando provocado sobre a decisão de deixar o jovem Endrick no banco de reservas, o treinador desconversou. Ele sustentou que não pretende analisar desempenhos individuais em público, salientando apenas que os jogadores que saíram do banco cumpriram seu papel.
O próximo passo acontece na sexta-feira, dia 19, às 21h30. O Brasil enfrenta o Haiti no Lincoln Financial Field, na Filadélfia, em uma partida que pode alterar a configuração inicial da equipe. Ancelotti admitiu que a escalação está aberta a modificações, uma vez que o desenho tático dependerá diretamente das características do novo adversário no Grupo C — que ainda inclui a Escócia.
Enquanto ajusta o time para o segundo compromisso, a comissão técnica acompanha de perto a recuperação de Neymar. O atacante lida com uma lesão na panturrilha direita e sequer realizou atividades no gramado desde que foi convocado. A expectativa é que ele possa ser reintegrado aos treinos ao longo desta semana, embora a presença em campo siga como uma incógnita.









