Vitória (ES) – Os torcedores de Vancouver e Toronto serão as testemunhas mais próximas da busca do Canadá por sua inédita vitória em Copas, liderando o equilibrado grupo B contra bósnios, suíços e catarianos a partir de 11 de junho de 2026. O megaevento — sediado conjuntamente por Canadá, México e Estados Unidos até 19 de julho — marca o terceiro Mundial da história canadense, que disputará seus três confrontos em solo próprio, sendo um em Toronto e dois em Vancouver. Para triunfar, o técnico norte-americano Jesse Marsch confia em estrelas consagradas na Europa: o lateral Alphonso Davies, do Bayern de Munique, e o atacante Jonathan David, hoje na Juventus.
A rodagem helvética
Se o favoritismo for medido por experiência, o sarrafo sobe quando se olha para a Suíça. Disputando a competição pela 13ª vez, a equipe de Murat Yakin construiu sua identidade sobre uma consistência tática notável. Depois de alcançar as oitavas de final no torneio de 2022, o comandante — outrora um sólido zagueiro da seleção nacional — mantém uma engrenagem difícil de ser superada. A segurança atrás fica por conta de Manuel Akanji, do Manchester City, com o incansável Granit Xhaka, do Sunderland, liderando as transições de meio-campo até os pés do finalizador Breel Embolo, principal referência do francês Rennes.
Redenção asiática e a saga dos Lírios Dourados
Mais ao Oriente, o Catar ressurge como um desafiante mordido pela lanterna de sua própria Copa. Em sua segunda participação no certame, os Maroons, sob orientação tática do espanhol Julen Lopetegui, recorreram a um tempero brasileiro para equilibrar as ações. Tratam-se do lateral Lucas Mendes, peça importante no Al-Wakrah, e do veloz ponta Edmilson Júnior, do Al-Duhail. Mas se o desafio catariano é a autoafirmação, o da Bósnia e Herzegovina é dar continuidade a uma façanha fantástica. Os Lírios Dourados carimbaram o passaporte para o seu segundo Mundial ao bater País de Gales e despachar ninguém menos que a tradicional Itália na repescagem continental. Comandados em campo pelo incansável Edin Džeko — letal no Schalke 04 alemão mesmo às vésperas de completar 40 anos —, os bósnios desembarcam na América do Norte sem medo de reescrever a história oficial dos gigantes do grupo.











