Rio de Janeiro (RJ) – O futebol brasileiro perdeu nesta quinta-feira (11) um dos pilares da histórica conquista do tricampeonato mundial no México. Hércules Brito Ruas, o Brito, faleceu aos 86 anos no Rio de Janeiro. Ele estava internado há pouco mais de uma semana tratando um quadro de pneumonia, conforme comunicado em seus canais oficiais.
A trajetória de Brito no esporte é intrinsecamente ligada ao Vasco da Gama, clube que o revelou e pelo qual nutria um profundo afeto. Sua caminhada em São Januário começou em 1957. Após um breve período de empréstimo ao Internacional, o zagueiro consolidou-se como titular absoluto a partir de 1960. A responsabilidade não era pequena: ele assumiu a vaga de Bellini, capitão do bicampeonato mundial, e provou que o setor defensivo cruzmaltino estava em boas mãos.
Ao longo de duas passagens pelo Vasco, entre 1957 e 1969, Brito acumulou 405 partidas e anotou 11 gols. Entre os títulos conquistados pelo clube, destacam-se o Torneio de Paris de 1957 e o Rio-São Paulo de 1966. O desempenho firme e a estatura imponente chamaram a atenção da comissão técnica da Seleção Brasileira, abrindo as portas para a disputa de dois Mundiais, em 1966 e 1970.
Foi no México, em 1970, que Brito atingiu o ápice de sua carreira. Ele formou com Piazza uma das duplas de zaga mais memoráveis da história do futebol. O jogador esteve em campo durante todos os minutos da campanha brasileira, participando diretamente da final histórica contra a Itália, vencida por 4 a 1 no Estádio Azteca. O esquadrão que eternizou Brito contava com nomes como Félix, Carlos Alberto, Everaldo, Clodoaldo, Rivellino, Gerson, Jairzinho, Pelé e Tostão.
O Vasco da Gama lamentou publicamente a perda de um de seus ídolos máximos. Em nota, o clube relembrou a origem vascaína do jogador e exaltou seu legado, ressaltando que, além de ter sido um zagueiro de técnica apurada e porte físico imbatível, Brito carregou com honra a camisa cruzmaltina e o brasão da Seleção Brasileira durante quase duas décadas.





