Brejetuba (ES) – A renovada seleção da Bélgica desponta como a principal força do Grupo G na Copa do Mundo que se inicia na próxima quinta-feira (11), sediada em conjunto por Canadá, México e Estados Unidos. A chave desenha um cenário bastante equilibrado ao reunir também o Egito do consagrado meio-campista Mohamed Salah, a equipe do Irã em sua quarta participação consecutiva e a Nova Zelândia, que retorna ao torneio de elite do futebol após um longo intervalo de 16 anos.
Sob o comando do técnico francês Rudi Garcia, os belgas mesclam a experiência de remanescentes históricos com novas promessas do futebol europeu. Figuras conhecidas como Romelu Lukaku, Kevin De Bruyne e o goleiro Thibaut Courtois — nomes que ajudaram a eliminar a seleção brasileira na Rússia em 2018 — agora dividem o vestiário com jovens promessas, entre os quais despontam os atacantes Jeremy Doku, Charles De Ketelaere e Leandro Trossard. Esta será a 15ª participação dos belgas no torneio, carimbada após a liderança invicta no Grupo J das eliminatórias de seu continente.
Egito tenta classificação inédita
Os egípcios, por sua vez, chegam com a motivação em alta depois de alcançarem a semifinal da Copa Africana de Nações do último ano. O grupo busca superar as campanhas de 1934, 1990 e 2018 para alcançar o inédito mata-mata sob o comando do técnico Hossam Hassan, lenda local e recordista com 69 gols marcados pelo país. A referência do elenco é o veterano Mohamed Salah, de 33 anos, recém-saído do Liverpool. Ao lado dele, o atacante Omar Marmoush e as peças do Al-Ahly, como Mahmoud Trezeguet e o goleiro Mohamed El Shenawy, sustentam as esperanças nacionais após ficarem de fora da Copa do Catar (2018).
Desafio logístico para os iranianos
O planejamento do Irã precisou ser reformulado devido às tensões e à guerra com o governo dos Estados Unidos. Com o aval da Fifa, a delegação transferiu seu local de concentração do Arizona para Tijuana, no México, embora as partidas da fase inicial estejam mantidas em território americano, nas cidades de Los Angeles e Seattle. Liderada pelo técnico Amir Ghalenoei desde 2023, a equipe — que perdeu apenas uma das 16 partidas nas eliminatórias asiáticas — tem no experiente atacante Mehdi Taremi sua principal esperança ofensiva para esta sétima participação histórica no torneio.
O retorno dos neozelandeses
Por fim, a Nova Zelândia volta ao cenário global carregando uma campanha perfeita de cinco vitórias nas eliminatórias da Oceania. Conduzidos pelo técnico Darren Bazeley, os All Whites buscam surpreender os adversários em sua terceira participação em Copas do Mundo apostando no faro de gol de seu capitão, Chris Wood, atacante do Nottingham Forest, que marcou nove gols no qualificatório continental.







