Brejetuba (ES) – Para tentar enterrar de vez as eliminações precoces das duas últimas edições, a Alemanha inicia em 14 de junho de 2026, na cidade americana de Houston, sua caminhada no Grupo E da Copa do Mundo sediada na América do Norte. O torneio, que se estende de 11 de junho a 19 de julho pelos gramados dos Estados Unidos, México e Canadá, surge como a chance perfeita para que os tetracampeões provem que ainda pertencem à elite.
E o primeiro desafio no caminho do técnico Julian Nagelsmann tem traços quase folclóricos. Trata-se da modesta seleção de Curaçao. O território caribenho é, de longe, o menor a disputar uma Copa — são apenas 160 mil habitantes espalhados por modestos 443 quilômetros quadrados. Colonizada pela Holanda, a equipe tem no banco de reservas o técnico neerlandês Fred Rutten e carece de jogadores famosos.
Renovação e favoritismo na chave
Para buscar a taça, Nagelsmann aposta no vigor da juventude. Se os experientes Joshua Kimmich e Manuel Neuer garantem o sangue-frio defensivo, a criatividade do meio-campo fica a cargo dos talentosos Jamal Musiala, do Bayern de Munique, e Florian Wirtz, do Liverpool. Mas a Alemanha sabe que não jogará sozinha neste grupo.
O Equador surge como o concorrente mais forte ao segundo posto do grupo. Disputando o torneio pela quinta vez, o time comandado pelo argentino Sebastian Becacece garantiu vaga após terminar na segunda colocação das Eliminatórias Sul-Americanas. A força da equipe está no talento do volante Moisés Caicedo, estrela do Chelsea, na solidez do defensor Willian Pacho, do PSG, e nos gols de Enner Valencia, veterano do Pachuca que busca recuperar a velha forma depois de uma passagem frustrada pelo Internacional.
A ameaça africana e um elenco renovado
Correndo por fora, mas com futebol suficiente para complicar a chave, está a Costa do Marfim. Em sua quarta Copa do Mundo, a equipe sob o comando do ex-atleta Emerse Faé obteve a classificação de forma invicta na África. Com um elenco bastante renovado, os holofotes se voltam para o jovem Yan Diomandé, ponta do RB Leipzig, escoltado pelo rodado meio-campista Franck Kessié, hoje no Al-Ahli e com passagens por gigantes europeus como Milan e Barcelona.













