Brasília (DF) – O Tesouro Nacional comunicou nesta terça-feira, 27 de outubro, a realização de uma nova operação de recompra de Notas do Tesouro Nacional Série B (NTN-B). A iniciativa abrange títulos com vencimentos programados para 15 de agosto de 2030, 15 de maio de 2035, 15 de agosto de 2040 e 15 de maio de 2045. Detalhes minuciosos sobre os termos do leilão serão disponibilizados no portal oficial da instituição para consulta pública.
A decisão recebeu autorização direta do ministro da Fazenda, Dario Durigan. Em declarações feitas a jornalistas em Brasília, o integrante da pasta explicou que o movimento foi desenhado para ocorrer conforme a necessidade do governo federal em intervir no cenário financeiro. Simultaneamente à convocação desta recompra, o Tesouro decidiu cancelar o leilão de Letras Financeiras do Tesouro (LFT) que estava previsto no cronograma.
As LFTs, popularmente identificadas como Tesouro Selic, funcionam como papéis de renda fixa atrelados à taxa básica de juros da economia brasileira. O cancelamento deste leilão específico sugere uma tentativa de reequilibrar a oferta e a demanda em um momento de transição política. A medida segue o precedente aberto na segunda-feira, 26 de outubro, quando a autoridade financeira recomprou mais de R$ 14,8 bilhões em títulos públicos.
Essa estratégia, de caráter extraordinário, visa mitigar instabilidades detectadas nos pregões. As oscilações observadas no início da semana foram classificadas pelo ministro como ajustes naturais diante da reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Durigan avaliou que o mercado mantinha expectativas distintas sobre o pleito e que a vitória do atual mandatário provocou uma reacomodação de posições, gerando o desarranjo temporário nos preços.
Ao comentar a volatilidade recente, o representante do governo demonstrou expectativa por um período de maior estabilidade nos próximos dias. Ele enfatizou que sua preocupação central, neste momento, é com a manutenção da racionalidade nas negociações, sem se comprometer com níveis específicos de preços. A expectativa do governo é que os agentes econômicos assimilem o resultado eleitoral e restabeleçam o ritmo padrão de operação sem novas oscilações bruscas.












