Nova Itaberaba (SC) – As autoridades sanitárias confirmaram no domingo um foco da doença de Newcastle em uma criação comercial de perus localizada no município de Nova Itaberaba, em Santa Catarina. O diagnóstico foi estabelecido durante uma investigação epidemiológica de rotina conduzida pelo Serviço Veterinário Oficial do estado e validado por exames no Laboratório Federal de Defesa Agropecuária de São Paulo, unidade reconhecida internacionalmente pela Organização Mundial de Saúde Animal.
Imediatamente após a confirmação laboratorial, o local passou por interdição total. O Serviço Veterinário Oficial bloqueou qualquer trânsito de aves na propriedade afetada e determinou a execução imediata de protocolos rígidos de contenção, controle e erradicação, seguindo o que estabelece o Plano de Contingência para Influenza Aviária e Doença de Newcastle.
A enfermidade em questão é provocada por uma cepa virulenta do paramixovírus aviário do sorotipo 1 e tem capacidade de atingir tanto populações de aves domésticas quanto espécimes silvestres. Diante do quadro, os protocolos internacionais de transparência sanitária foram acionados, com o envio de notificações formais à Organização Mundial de Saúde Animal e aos países importadores que mantêm relações comerciais com o mercado brasileiro.
Apesar da gravidade do patógeno para os plantéis avícolas, o órgão federal responsável pela pasta garantiu que a população pode continuar consumindo carne e derivados sem qualquer restrição. A recomendação restringe-se aos produtos que passam rigorosamente pela inspeção oficial, mantendo a segurança alimentar da população.
Até o momento, os canais diplomáticos e comerciais não registraram nenhuma restrição ou paralisação nas vendas externas do setor. O secretário-substituto de Comércio e Relações Internacionais, Rafael Requião, confirmou que nenhuma mensagem oficial sobre barreiras ou embargos externos chegou à pasta em decorrência da confirmação do foco no território catarinense.













