Brasília (DF) – O mercado de saúde estética em alerta após a detecção de uma versão falsificada do medicamento Dysport. A Anvisa oficializou nesta segunda-feira, 19, a proibição imediata de comercialização, distribuição e uso do lote 025155, amplamente utilizado como neuromodulador à base de toxina botulínica para tratamentos dermatológicos e neurológicos.
A irregularidade foi levada ao conhecimento das autoridades sanitárias pela própria Beaufour Ipsen Farmacêutica Ltda., detentora do registro do fármaco. Após análises internas, a empresa identificou que unidades desse lote específico apresentavam inconformidades claras que as diferenciavam do produto original fabricado sob rigoroso controle sanitário.
Entre as falhas apontadas, a fabricante destacou que o formato do frasco encontrado no lote sob suspeita é distinto do padrão adotado pela companhia. Além da divergência na embalagem, a data de validade impressa nos invólucros está incorreta, um indício crítico para a segurança do paciente. O código de barras presente nas caixas também revelou uma fraude, já que a numeração corresponde, na verdade, ao lote W26232, evidenciando uma adulteração deliberada nos dados de rastreabilidade.
A agência reguladora, ao ratificar a decisão publicada no Diário Oficial da União, reforçou que o material não deve ser manuseado por clínicas ou hospitais. A recomendação é que, caso profissionais encontrem frascos com as características mencionadas, os itens sejam isolados imediatamente para evitar qualquer risco de aplicação em pacientes, dada a procedência desconhecida da substância.
A identificação de irregularidades em produtos de alta demanda, como a toxina botulínica, acende um sinal de alerta para a importância da verificação minuciosa no ato da compra e da aquisição apenas em canais autorizados pela indústria farmacêutica. Até o momento, as autoridades seguem monitorando a rede de distribuição para assegurar que outras unidades fraudulentas não cheguem aos consultórios.













