Manaus (AM) – O Polo Industrial de Manaus atingiu em setembro a marca de 186.758 motocicletas produzidas, consolidando o melhor desempenho para o mês desde 2011. O número representa uma expansão de 10,4% na comparação com o mesmo período do ano passado, ainda que tenha ocorrido uma retração mensal de 8,5% frente aos dados registrados em agosto.
Ao observar o cenário dos primeiros nove meses de 2026, o vigor da indústria se torna ainda mais evidente. O setor acumula 1.645.034 unidades fabricadas, o maior volume registrado desde 2008. O saldo positivo representa um avanço de 9,9% em relação ao intervalo equivalente de 2025, sustentado por uma demanda interna robusta e pela busca por meios de transporte mais eficientes.
No que diz respeito ao mercado de consumo, os emplacamentos apresentaram uma estabilidade quase absoluta, com queda marginal de 0,4% na comparação anual e 0,1% ante o mês anterior. Apesar do movimento discreto de curto prazo, o acumulado do ano aponta para um patamar recorde, com um crescimento expressivo de 10,5% nas vendas aos usuários finais.
O desempenho das exportações foi ambíguo em setembro. Houve uma retração de 8,2% frente a setembro de 2025, mas uma recuperação importante de 12,5% quando comparado a agosto, totalizando 4.826 unidades enviadas ao exterior. No consolidado do ano, no entanto, o comércio internacional mostra força, com alta acumulada de 23,7% no volume de negócios realizados com outros países.
Diante da consistência dos indicadores ao longo dos últimos meses, o setor optou por reajustar suas metas para o encerramento de 2026. A estimativa oficial de produção para o Polo Industrial de Manaus subiu de 2 milhões para 2,1 milhões de motocicletas, o que, se concretizado, significará uma alta anual de 6%. Para o mercado interno, a expectativa é de 2,35 milhões de emplacamentos, uma projeção que prevê 6,9% de crescimento sobre o ano anterior.
Marcos Bento, presidente da entidade responsável pelos dados, atribui o cenário a uma combinação de lançamentos estratégicos das montadoras e à crescente procura pela motocicleta como solução de mobilidade. O executivo destaca a relevância do veículo como um instrumento de economia, agilidade nos centros urbanos e um meio vital para a geração de renda em diversas frentes de trabalho pelo país.
Com o ajuste nas perspectivas para o mercado externo, o setor agora trabalha com a previsão de exportar 48 mil unidades ao longo de 2026, um crescimento projetado de 11,3%. O balanço reflete um ambiente de negócios que, embora desafiado pela sazonalidade mensal, mantém uma trajetória de expansão sólida no médio e longo prazo.










